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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

"O Cântico de Natal" de Charles Dickens [Opinião Literária]





Título: O Cântico de Natal
Autor: Charles Dickens
Editora: Bis






Sinopse:

Ebenezer Scrooge é um homem avarento e amargo que não gosta do Natal. Trabalha num escritório em Londres com Bob Cratchit, um funcionário pobre, mas um homem feliz, que é pai de quatro filhos por quem nutre muito carinho, em especial pelo frágil Tiny Tim, o mais novo, que tem problemas de saúde. Numa véspera de Natal, Scrooge recebe a visita do seu ex-sócio Jacob Marley, que havia morrido naquele mesmo dia, há sete anos atrás. Marley diz-lhe que o seu espírito não consegue ter paz, por que não foi bom nem generoso ao longo da sua vida, mas que Scrooge tem uma hipótese. Para isso, Scrooge irá receber a visita de três espíritos que pretendem fazer dele uma pessoa generosa e solidária.

Opinião:

Na época natalícia não poderia faltar este emblemático símbolo da literatura para alegrar a consoada e evocar a verdadeira essência do Natal!

O protagonista desta estória, Ebenezer Scrooge, é o epíteto da ganância e do cinismo. Um homem amargurado, avarento, cruel e mesquinho, que odeia o Natal e tudo o que envolva a componente emocional. Dickens caracteriza numa só personagem a Revolução Industrial, a desumanização em prol da acumulação de poder e riqueza. Estamos, pois, perante uma notável crítica social, que facilmente pode ser transportada para os dias de hoje: é impossível negar que o consumismo e a desigualdade imperam na atualidade, destruindo o genuíno significado do espírito natalício.

Mas este é um conto de esperança, um hino à quadra natalícia, e, consequentemente, Scrooge encontrará a redenção após três visitas insólitas de fantasmas (do passado, presente e futuro, respetivamente) e perceberá finalmente que ao sacrificar a sua felicidade por ideais materiais acaba por perder mais do que aquilo que ganha. Assim, descobre a importância de valores como a generosidade, a família e o amor. Acima de tudo, Scrooge ensina uma valiosa lição: a mudança está sempre ao alcance de qualquer um, desde que a vontade se sobreponha ao resto.

Por conseguinte, este é um conto tocante, simultaneamente enternecedor nos valores que transmite e amargo na caracterização social subjacente, e indubitavelmente pujante na sua simplicidade! É a escolha ideal para o dia de Natal, junto à lareira, em boa companhia!

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