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domingo, 29 de dezembro de 2013

A Thousand Frames: "Eragon"






Título: Eragon
Género: Ação/ Aventura/Fantasia
Realizador: Stefen Fangmeier
Adaptado de: Eragon de Christopher Paolini
Estreia: 14 de Dezembro de 2006
Elenco: Ed Speleers; Jeremy Irons; Sienna Guillory; Robert Carlyle; John Malkovich; Garrett Hedlund





19:57 Publicada por Unknown 8

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Thousand Frames: "O Hobbit - Uma Viagem Inesperada"






Título: O Hobbit – Uma Viagem Inesperada
Género: Aventura/Fantasia
Realizador: Peter Jackson
Adaptado de: O Hobbit de J. R. R. Tolkien
Estreia: 13 de Dezembro de 2012
Elenco: Martin Freeman; Ian McKellen, Richard Armitage






18:43 Publicada por Unknown 7

sábado, 30 de novembro de 2013

A Thousand Frames: "The Hunger Games - Em Chamas"




Título: The Hunger Games – Em Chamas
Género: Ação/ Aventura/Ficção Científica/Thriller
Realizador: Francis Lawrence
Adaptado de: Em Chamas de Suzanne Collins
Estreia: 28 de Novembro de 2013
Elenco: Jennifer Lawrence; Josh Hutcherson; Liam Hemsworth; Woody Harrelson; Elizabeth Banks; Lenny Kravitz; Philip Seymour Hoffman; Jeffrey Wright; Stanley Tucci; Donald Sutherland; Sam Claflin; Lynn Cohen; Jenna Malone; Amanda Plummer





20:54 Publicada por Unknown 14

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A Thousand Frames: "The Hunger Games - Os Jogos da Fome"






Título: The Hunger Games – Os Jogos da Fome
Género: Aventura/Ficção Científica/Thriller
Realizador: Gary Ross
Adaptado de: Os Jogos da Fome de Suzanne Collins
Estreia: 22 de Março de 2012
Elenco: Jennifer Lawrence; Josh Hutcherson; Liam Hemsworth; Woody Harrelson; Elizabeth Banks; Lenny Kravitz; Stanley Tucci; Donald Sutherland





Esta adaptação do primeiro volume de uma saga de ficção científica young-adult não prometia ser de fácil execução. Na verdade, uma estória tão densa como a retratada em Os Jogos da Fome não é fácil de digerir enquanto leitora e parecia-me que dificilmente seria concebível transportá-la para o grande ecrã. Mas oh, como estava (felizmente) enganada!

Enredo:
Este filme captura perfeitamente a essência de uma sociedade distópica, uma ditadura assente no voyeurismo que usa o medo como arma para assegurar o seu poder. A interpretação desta mensagem é extremamente fiel ao livro, assim como a crítica ao potencial colapso das convenções morais inerente à valorização da reality TV como manipulação das massas.
O ritmo é avassalador, sem descurar a contextualização do público face à trama. Enquanto no livro a narrativa surge na primeira pessoa, o filme retrata os acontecimentos na arena d’Os Jogos da Fome como se estivesse a transmitir um verdadeiro jogo na televisão. Esta opção agradou-me substancialmente, pois permite que o público se torne também num participante indireto, quase como se fosse um espetador de um dos distritos em competição.  
Apesar de dirigida originalmente a um público juvenil, penso que esta conseguiu tornar-se numa adaptação muito madura e mais abrangente em relação ao seu alvo.

Cenários & Efeitos especiais:
Os cenários e efeitos especiais estão impecavelmente executados, com especial destaque para a representação do Capitólio, da arena e do distrito 12. Mais ainda, a banda sonora completa de forma pujante a narrativa, elevando a estória a outros níveis.



O guarda-roupa está brilhante e cumpre a sua função em permitir a distinção entre os distritos e as classes que compõem esta sociedade. A caracterização de Effie Trinket está genial, adorei as suas roupas espalhafatosas que trouxeram outra dimensão a esta personagem.




Elenco:

Confesso-me fã absoluta da atriz Jennifer Lawrence e não poderia deixar de destacar o desempenho estrondoso neste filme. Foi, para mim, a escolha perfeita para interpretar Katniss e conseguiu de uma forma brilhante transmitir a força e ao mesmo tempo a vulnerabilidade desta personagem.


Josh Hutcherson (Peeta) e Liam Hemsworth (Gale) foram, a meu ver, um pouco banais em comparação com a protagonista mas ainda assim estão impecáveis nos seus respetivos papéis.
Já Elizabeth Banks (Effie Trinket), Stanley Tucci (Caeser Flickerman) e Donald Sutherland (Presidente Snow) merecem sem dúvida um especial destaque pela vida que trouxeram a personagens secundárias nos livros e que ganham outra grandeza no filme.

Principais diferenças entre o filme e o livro:
Como já referi, esta é uma adaptação muito inteligente, na medida em que utilizou algumas modificações à estória original para potenciar toda a crítica ao voyeurismo que o livro encerra. Todas as maquinações e estratégias utilizadas pelos criadores d’os Jogos são retratadas ao longo do filme, dando mais ênfase ao processo que se desenrola no backstage. Esta mudança, apesar de significativa, foi bastante positiva na medida em que deu mais relevância ao papel do Presidente Snow e transmitiu a ideia de corrupção e crueldade do governo.
Outra alteração que para mim fez sentido foi a aceleração de algumas das mortes ao longo da estória. O livro é bastante sangrento e descreve em grande detalhe e por vezes com agoniante lentidão as mortes das crianças que participam n’Os Jogos e notei no filme o seu abreviamento. O exemplo mais notório é o final de Cato: enquanto no livro se passam várias horas antes de ser abatido por Katniss; no filme a sua morte é muito mais breve. Provavelmente para manter a classificação do filme como PG-13, percebo que o prolongamento destas mortes seria impensável, ainda que traria mais dramatismo e emoção à narrativa.
Ainda com o mesmo objetivo, creio que o realizador diluiu uma das revelações mais perversas e chocantes do livro: os cães gigantes e ferozes que surgem no final são na verdade versões mutantes e grotescas dos tributos que faleceram ao longo d’Os Jogos. A adaptação cinematográfica representa-os como meros monstros utilizados para eliminar os últimos concorrentes, sem explicar as suas origens ou identidades. 
Porém, houve um detalhe modificado logo no início do filme que me irritou solenemente. A origem do pin do mockinjay que a Katniss utiliza como símbolo durante os Jogos foi completamente alterada! No livro, é Madge, filha do governador do distrito 12, que oferece o pin à Katniss, enquanto que no filme é Katniss que o compra quase aleatoriamente. Existe uma motivação muito importante por detrás deste símbolo, cuja explicação é fornecida nos volumes seguintes da trilogia e que não percebo como será enquadrada nos próximos livros. É uma pena que não tenha sido tão explorado, na medida em que o pin acaba por representar um ataque subtil ao Capitólio e estabelece-se como o símbolo de uma revolução.
Relativamente à componente romântica, penso que o filme acabou por dar mais ênfase ao desenvolvimento do amor entre Peeta e Katniss do que o livro sugere. Na estória original, o ângulo romântico é utilizado como Katniss para ganhar a simpatia do público, baseando-se numa necessidade de sobrevivência. O filme traz-nos uma versão mais romântica, em que Katniss aparenta nutrir verdadeiros sentimentos por Peeta. O próprio final do filme acaba por perder o impacto dramático pois existe um momento no livro (e que não se encontra nesta adaptação) em que Peeta descobre que Katniss fingiu durante o tempo que estiveram na arena. Já agora, outro pequeno detalhe ausente do final do filme é a amputação de uma das pernas de Peeta, em virtude dos ferimentos que sofreu na arena. O desenlace final do filme desiludiu-me um pouco em relação ao original, mas suscita a curiosidade do espetador para a sequela.

No fundo, fiquei agradavelmente surpreendida com esta adaptação, muito fidedigna tanto em termos de conteúdo, como do ritmo da ação. O tom algo sombrio inerente a um possível futuro distópico encontra-se bem patente ao longo do filme e as metáforas políticas e filosóficas são transmitidas de uma forma coerente. Este filme foi, para além de uma excelente fonte de entretenimento, um impulsionador do pensamento e da reflexão. E não poderia ter pedido muito mais do que isto.   


Balanço final: 8/10

Trailer:
01:40 Publicada por Unknown 2

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Thousand Frames: "Nómada"


 


Título: Nómada
Género: Ação/Aventura/Romance/Ficção Científica/Thriller
Realizador: Andrew Niccol
Adaptado de: Nómada de Stephenie Meyer
Estreia: 28 de Março de 2013
Elenco: Saoirse Ronan; Max Irons; Jake Abel; Diane Kruger



Para quem, como eu, associa o nome Stephenie Meyer à saga cinematográfica Twilight (da qual não sou grande apreciadora), aconselho vivamente a visualização deste filme. Apesar de acarretar alguns dos conceitos inerentes a essa saga, como um triângulo amoroso (que de certo modo poderá ser considerado um quadrado), Nómada traz-nos uma estória de amor numa perspetiva refrescante de ficção científica repleta de ação. 

Enredo:
A estória segue os contornos gerais da obra original, apresentando o nosso planeta invadido por seres alienígenas (Almas) que usurpam os corpos humanos numa tentativa de trazer paz e prosperidade à Terra. Uma humana – Melanie – é capturada e o seu corpo invadido pela Alma Wanderer, mas Melanie resistirá com todas as suas forças a ser dominada. Assistimos, pois, à luta interna entre ambas, assim como à luta entre um grupo de humanos sobreviventes e os seres que os pretendem capturar.

O enredo foi eficazmente reduzido em comparação com o livro, na medida em que conseguiram condensar as cenas mais importantes e dinâmicas, impedindo a monotonia que eventualmente senti durante a leitura do original. A ação é constante, a sucessão de eventos estimulante e bastante mais eficaz do que no próprio livro. 

Cenários & Efeitos especiais:
Relativamente aos efeitos especiais, não posso afirmar que sejam extraordinários ou inovadores mas cumprem o propósito. Os cenários, em particular o esconderijo subterrâneo dos humanos – corresponderam à minha imagem mental durante a leitura. Mesmo os efeitos nos olhos dos seres alienígenas estavam muito bem conseguidos e interessantes.

Elenco:
De um modo geral penso que todos os papéis foram bem entregues, mas Saoirse Ronan (Melanie/Wanda) merece um destaque especial ao interpretar com grande eficácia duas personagens tão distintas no mesmo corpo. Foi possível discernir a voz e personalidade de cada uma, sem que parecesse forçado ou irrealista.

Quanto aos protagonistas masculinos, ambos cumpriram o pretendido na perfeição. Tanto Max Irons (Jared) como Jake Abel (Ian) se adequavam visualmente à minha imagem das personagens portanto foi fácil criar uma empatia instantânea com ambos.
O único dissabor (ainda que pequeno) consistiu na prestação de Diane Kruger (Seeker). Apesar da sua prestação se coadunar perfeitamente com a personagem, criei expectativas demasiado altas e não consigo explicar concretamente o quê, mas esperava algo mais: mais malícia, mais determinação, mais impacto talvez…


Principais diferenças entre o filme e o livro:
Como já referi, existem algumas mudanças na sucessão dos acontecimentos e na ordem cronológica do enredo mas na minha perspetiva são alterações tão insignificantes no panorama geral da estória e tão benéficas para o ritmo do filme que não entrarei em detalhes. Outra mudança mais ligeira e também positiva está relacionada com a violência contra Wanda/Melanie. No livro são descritos alguns momentos em que Jared ou outros humanos agridem Wanda/Melanie, mas no filme encontra-se tudo muito diluído e menos gráfico. Mesmo o momento em que Jared atinge Wanda/Melanie na cara com uma pedra para se poder infiltrar no centro médico é alterado para que os ferimentos sejam auto-infligidos – uma mudança pequena mas significativa na minha opinião.
Contudo, senti a falta de algumas personagens cruciais do livro que nem sequer aparecem nesta adaptação: Walter, com a sua filosofia de vida e a sua relação com Wanda; Lily pelo impacto que a morte de Wes lhe provoca; e principalmente Luzinha pela complexidade que atribui à personagem de Kyle. Na verdade, quando os humanos sobreviventes conseguem finalmente separar com sucesso as Almas dos hospedeiros, Kyle captura a sua namorada Jodi que há 6 anos é dominada por uma Alma – Luzinha – numa tentativa de a trazer de volta. Porém, Jodi nunca regressa e Kyle aprende a lidar com Luzinha, iniciando uma relação com ela. Este desenlace traria maior profundidade à personagem de Kyle, que no filme é retratado como agressivo e hostil sem razão aparente. 

Esta adaptação surpreendeu-me bastante pela positiva, superando as minhas expectativas. Apesar de não ser totalmente fiel (e não creio que qualquer adaptação alguma vez seja), passa a mensagem da estória original com um ritmo mais intenso que o próprio livro. Em suma, não é um filme extraordinário mas é uma boa fonte de entretenimento.  
Balanço final: 7/10

Trailer:

12:07 Publicada por Unknown 12

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Thousand Frames: "Criaturas Maravilhosas"




Título: Criaturas Maravilhosas
Género: Drama/Fantasia/Romance
Realizador: Richard LaGravenese
Adaptado de: Criaturas Maravilhosas de Kami Garcia & Margaret Stohl
Estreia: 28 de Fevereiro de 2013
Elenco: Alden Ehrenreich; Alice Englert; Jeremy Irons; Viola Davis; Emmy Rossum; Thomas Mann; Emma Thompson 




Adaptar uma obra de fantasia não é fácil e esta saga não é certamente uma exceção. Com um ambiente único e muito peculiar, já esperava que esta estória não fosse conservada na totalidade. Contudo, o universo mágico que tanto me encantou no livro perde a sua qualidade nesta adaptação, sem algumas das personagens, sem muitas explicações e sem grande parte do seu estilo bem característico. Não é de todo uma adaptação terrível, mas desperdiçou todo o seu potencial para brilhar dentro do género. 

Enredo:
Quem escreveu o guião claramente não teve em conta grande parte do material de base e não há maneira de contornar isto. Não havia necessidade de deturpar desta forma a estória original e o enredo perdeu a sua coesão e verosimilidade por causa disto.
Ao contrário do que seria de supor num filme de fantasia, não me consegui embrenhar no seu universo, e toda a atmosfera especial do livro é camuflada por um conjunto de cenas pouco credíveis. O ritmo também poderia ter sido mais consistente, com alguns momentos de tédio pelo meio que poderiam ter sido evitados.
No entanto, existe uma grande vantagem neste filme: o seu sentido de humor. Praticamente todos os diálogos fazem soltar uma gargalhada genuína. É um filme que não se leva demasiado a sério, uma lufada de ar fresco para o género.  

Cenários & Efeitos especiais:
Relativamente aos efeitos especiais não tenho grandes queixas, cumpriram o seu propósito e ainda me fizeram vibrar com alguns momentos, em particular os flashbacks da guerra civil e o confronto entre Lena e Ridley durante o jantar.

A própria caracterização da propriedade Ravenwood estava belíssima e intrigante e o guarda-roupa (especialmente da família de Lena) estava bem conseguido.
Um especial destaque para a banda sonora que me pareceu, em geral, bastante apropriada aos momentos e que deu a vida a algumas cenas. 

Elenco:


Os protagonistas, Alden Ehrenreich (Ethan) e Alice Englert (Lena) surpreenderam-me bastante pela positiva. A nível visual pareciam um pouco desajustados para os respetivos papéis mas as suas interpretações compensaram esse facto. Um especial destaque para Alden Ehrenreich que trouxe uma vulnerabilidade fascinante ao Ethan, algo que não esperava de todo.

Os veteranos Jeremy Irons (Macon Ravenwood) e Emma Thompson (Mrs. Lincoln) são estrondosos, como seria de esperar. Também Emmy Rossum (Ridley) e Thomas Mann (Link) levaram a cabo umas excelentes interpretações.
A única desilusão talvez tenha sido Viola Davis (Amma), pois senti que faltava algo do verdadeiro espírito desta personagem. Amma é uma presença tão viva, com tanto fulgor, sempre a repreender e educar o Ethan, enquanto no filme pareceu-me mais apagada.


Porém, o elenco de uma forma geral foi cativante e envolvente, com prestações eficazes.

Principais diferenças entre o filme e o livro:
Sem dúvida que o ponto mais irritante deste filme são as mudanças tão extremas que parece que a estória nem sequer é a mesma. Confesso que houve alturas em que não reconheci o enredo, o que destruiu a minha capacidade de me embrenhar totalmente neste universo.
A começar pelas personagens principais que, para além das diferenças no aspeto, supostamente não deveriam ter a pronúncia acentuada do Sul dos EUA. Era um dos aspetos que os destacava da população de Gatlin nos livros e durante a maior parte do filme os sotaques foram um pouco irritantes e às vezes forçados. Também a relação entre o Ethan e a Lena está substancialmente diferente no filme: sem conversas telepáticas, sem choques quando se tocam, sem as obsessões peculiares da Lena (queria tanto ter visto o seu colar cheio de recordações ou a sua mania de escrever constantemente e em todo o lado a marcador)… Pareceu-me que substituíram os momentos mais enternecedores do livro por cenas românticas mais vulgares. Apesar de tudo, os protagonistas mantiveram uma certa química especial que associo à relação nos livros, o que é sem dúvida um ponto a favor.  
Outro aspeto que me perturbou foi a falta de algumas personagens centrais na trama. O pai de Ethan, por exemplo, deixou um grande vazio no filme. É uma personagem com uma tremenda influência em Ethan e é apenas mencionado uma única vez! Qual é a lógica de vermos o ambiente em casa de Ethan sem o seu pai?! É simplesmente estranho e torna mais difícil para o público perceber o verdadeiro impacto da morte da mãe de Ethan. Contudo, as ausências que mais me chocaram foram as tias de Ethan, as velhinhas engraçadas e caricatas que dariam outra cor à estória. Em falta está também Marian, a bibliotecária que funciona como enquadramento teórico nos livros e que, segundo percebi, foi aglomerada à personagem de Amma. Não me importei assim tanto com esta mudança mas já tendo lido o segundo volume da saga confesso que será difícil explicar certas coisas mais à frente na estória (mas pelos vistos não haverá um segundo filme portanto…). E onde está o meu querido Boo Radley? Pronto, este até concedo ao realizador que não era essencial mas queria tanto tê-lo visto no filme…
As personagens secundárias também sofreram algumas alterações substanciais, principalmente Ridley, a prima de Lena ligada às Trevas. Em termos visuais esperava algo muito diferente (onde está o chupa-chupa?), apesar de ter gostado da interpretação badass da atriz. No entanto, o final que lhe deram foi uma desilusão, pois no livro é-lhe dado um momento de redenção e aqui simplesmente foge numa atitude de cobardia. Quanto ao resto da família, até gostei das respetivas caracterizações, com a exceção do Larkin, que digamos que não é tão bonzinho quanto o filme dá a entender.
E a derradeira desilusão do filme: o seu final. Ou melhor, uma das piores partes nem sequer é o final, é a revelação da verdadeira identidade de uma das personagens a meio do filme (que só acontece no final do livro, claro)! Mais ainda, a mitologia é deturpada de tal maneira que as regras da magia são diferentes e menos coerentes. O desenlace do livro é bem mais emotivo, mas também mais lógico, com as consequências da escolha de Lena bem presentes, levantando algumas questões morais e filosóficas. No filme, praticamente tudo no desfecho é inventado, nada acontece da mesma maneira no livro e a única questão que levanto é: porquê?
A verdade é que adaptar esta obra não foi certamente uma tarefa fácil. Mas também não era necessário corromper tanto o fio condutor da estória, pois comprometeu todo o encanto que associava à estória original. O filme tem os seus momentos e os fãs do género certamente irão gostar, mas como adaptação desilude bastante. Um conselho: leiam o livro, é sem dúvida superior.
Balanço final: 5/10

Trailer:
10:08 Publicada por Unknown 4

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Thousand Frames: "Os Instrumentos Mortais - A Cidade dos Ossos"



Título: Os Instrumentos Mortais – A Cidade dos Ossos
Género: Ação/ Aventura/Drama/Fantasia/Romance
Realizador: Harald Zwart
Adaptado de: A Cidade dos Ossos de Cassandra Clare
Estreia: 22 de Agosto de 2013
Elenco: Lily Collins; Jamie Campbell Bower; Robert Sheehan; Lena Headey; Jonathan Rhys Meyers; Aidan Turner; Kevin Zegers; Jemima West; Godfrey Gao




Uma das estreias pela qual mais ansiava este ano finalmente chegou! Adaptado de uma saga de fantasia young-adult com grande sucesso, este filme acarreta a árdua tarefa de retratar o conteúdo de um livro complexo e denso como A Cidade dos Ossos, repleto de ação, intriga e reviravoltas constantes. Por este motivo, as expectativas eram altas perante um filme que prometia trazer momentos intensos.

Enredo:
De uma forma geral, o ambiente do filme captura a essência da estória original, apesar das alterações efetuadas (algumas bastante significativas). O ponto forte desta adaptação é sem dúvida o ritmo, que mantém a sucessão de revelações e ação constantes. Com uma dinâmica que não dá tréguas, certamente manterá o público colado ao ecrã.
A mitologia foi bem enquadrada, ainda que um pouco diluída para caber em cerca de duas horas de filme. Não esperava que fossem explorados todos pormenores e, felizmente, achei que o essencial estava lá.
A estória tem um feeling juvenil mas com uma vertente suficientemente dark para apelar a uma audiência mais adulta.

Cenários & Efeitos especiais:
Os cenários foram representados de uma forma impecável, correspondendo em grande medida à minha visão durante a leitura da saga. O Instituto, a casa de Clary e Dorothea, a Cidade dos Ossos e a própria cidade de Manhattan têm o destaque merecido e uma caracterização soberba.



No fundo, não tenho queixas a apresentar relativamente aos efeitos especiais, corresponderam às minhas expectativas. A componente do género fantástico está bem representada, com a diversidade de criaturas bem retratada. Um louvor em especial para a caracterização dos Irmãos Silenciosos, conseguiram arrepiar-me!



De igual modo, as sequências de luta são absolutamente viciantes! O encadeamento da ação, os estilos de luta bem diversificados, tudo combinado com pura adrenalina capaz de contagiar todo o público! Com destaque para o chicote de Isabelle, a minha arma favorita nos livros e que está tão badass no filme. Só queria que aparecesse mais vezes!

Elenco:
Os protagonistas foram retratados impecavelmente; não se poderia esperar mais de Lily Collins (Clary), Jamie Campbell Bower (Jace) e Robert Sheehan (Simon) – provavelmente não serei capaz de imaginar estas personagens de outra forma quando ler os restantes livros. Os irmãos Isabelle e Alec, interpretados respetivamente por Jemima West e Kevin Zegers deixaram-me um pouco indiferente, espero melhores performances nas sequelas.  
A grande surpresa para mim foi Jonathan Rhys Meyers no papel de Valentine, que apesar de não corresponder em nada à descrição física original, trouxe uma intensidade à personagem que me impressionou. Confesso que tinha ficado dececionada quando vi o trailer, considerei-a uma caracterização risível mas agora tenho que engolir a minha perceção inicial.


Por outro lado, a desilusão neste elenco é Godfrey Gao, com a sua interpretação morna do excêntrico feiticeiro Magnus Bane. A culpa talvez também seja da frequência irrisória com que aparece, mas o ator poderia ter dado mais dinâmica, intensidade e peculiaridade a esta personagem, tão amada pelas suas extravagâncias e idiossincrasias.

No entanto, de uma forma geral todo o elenco faz um conjunto muito eficaz, com interpretações sólidas e cativantes.

Principais diferenças entre o filme e o livro:
O enredo do filme diverge em alguns pontos (alguns fulcrais), o que poderá distanciar os fãs mais acérrimos dos livros. Compreendo que uma adaptação nunca seja uma cópia exata da obra que lhe deu origem mas era desnecessário modificar uma estória que já era tão cinematográfica e visual, esquartejando algumas das suas cenas mais icónicas.
Uma das minhas cenas favoritas do primeiro livro é o salvamento de Simon do Hotel Dumort. No filme, existem algumas mudanças que me incomodaram um pouco. A luta estava brutal, não o nego, mas faltou alguma coisa aos vampiros, queria-os mais obscuros (onde está o líder Raphael já agora?), com uma aura que inspirasse verdadeiro terror quando Clary e companhia se aventuram pelo hotel. Mais ainda, o Simon é supostamente transformado num rato, o que para mim constitui um dos momentos mais hilariantes da estória. Sem dúvida que é uma opção mais dramática vê-lo suspenso no ar por correntes, mas ainda assim passei a cena toda à espera da transformação. Ainda na questão dos vampiros, gostaria de saber porque é que a mordida de Simon nunca mais é explorada ao longo de filme. Não faz muito sentido mostrarem algo quando não tencionam abordar esta questão (que pertence ao segundo livro curiosamente).
As capacidades de Clary estão bastante engrandecidas no filme. Os seus desenhos da runa antes de sequer saber o seu significado nunca acontece no livro e a sua habilidade de criar novas runas só é descoberta no final do segundo volume. Paralelamente estragou a minha perceção de uma rapariga normal a tentar integrar-se num mundo que mal conhece, mas admito que deu mais poder a uma personagem que não teria grande ação de outra maneira.

O desenlace final é também rebuscadamente alterado de uma forma significativa. O esconderijo de Valentine nunca é retratado, passando toda a ação final para o Instituto. Tornou-se um pouco confuso porque tudo parecia estar no mesmo sítio: está lá o Portal, está lá a mãe da Clary (escondida na cave – a sério que ninguém precisou de ir à “dispensa” durante aquele tempo todo?), é o ponto de encontro para praticamente todos (Valentine, os demónios, Magnus Bane, os lobisomens com a Clary)… Tudo converge no mesmo sítio e parece demasiado conveniente, sem uma explicação coerente. Mas o que mais me irritou foi a destruição do choque final, quando estragam uma das revelações mais importantes da saga (cuja resolução final apenas decorre no terceiro livro) a meio do filme! Quer dizer, colocaram um diálogo que é basicamente um spoiler gigantesco e para quê? Provavelmente para evitar a temática problemática que a revelação levanta mas ao mesmo tempo retiram todo impacto que o final poderia ter tido!
Não exigia uma adaptação completamente fiel à obra original mas pelo menos poderiam ter mantido alguns dos elementos que mencionei pois teria sido muito mais satisfatório para os leitores da saga. Ainda assim, este filme é uma excelente forma de entretenimento e valeu bem uma ida ao cinema. Para quem não leu os livros, são garantidas duas horas de adrenalina, mistério, fantasia e pura diversão!
Balanço final: 7/10

Trailer:
22:46 Publicada por Unknown 17