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terça-feira, 20 de agosto de 2013

A Thousand Lists (2): Momentos favoritos de A Guerra dos Tronos - 1ª temporada

Aproveitando a minha análise da primeira temporada d’A Guerra dos Tronos, vou finalmente ressuscitar esta rubrica! Apresento-vos os meus momentos favoritos da 1ª temporada de A Guerra dos Tronos:


Não podia deixar de começar pelas imagens e banda sonora de entrada da série! Não acham espetacular?



Melhor cena de sempre! Quem não adora ver o Joffrey a levar uma grande estalada? xD




Uma das minhas citações favoritas do Tyrion!




Duas personagens fabulosas numa cena amorosa :)



  Confesso que sou um bocadinho assustadiça e esta cena arrepia-me sempre O.o





A Daenerys a ser awesome, para variar…




A Cersei a revelar a verdadeira natureza de toda esta estória: na guerra dos tronos ou ganhas, ou morres!





Um dos momentos mais emocionais da série, construído de uma forma belíssima. A banda sonora suspensa, o olhar de resignação de Ned e o desespero de Sansa e Arya, enquanto as pombas levantam voo como que a sinalizar a partida de um homem digno que nunca deveria ter entrado numa guerra onde a honra não tem lugar…  





E não poderia deixar de mencionar o final que foi…tipo…ÉPICO
 
13:09 Publicada por Unknown 0

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A Thousand Frames: "A Guerra dos Tronos" - 1ª Temporada


Título: A Guerra dos Tronos
Género: Fantasia épica; Drama
Criadores: David Benioff & D. B. Weiss
Adaptado de: As Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin [a primeira temporada introduz personagens e eventos dos livros A Guerra dos Tronos, A Muralha de Gelo, A Fúria dos Reis]
Lançamento: 17 de Abril de 2011
Elenco: Sean Bean; Mark Addy; Nikolaj Coster-Waldau; Michelle Farley; Lena Headey; Emilia Clarke; Iain Glen; Aidan Gillen; Harry Lloyd; Kit Harington; Sophie Turner; Maisie Williams; Richard Madden; Alfie Allen; Isaac Hempstead-Wright; Jack Gleeson; Rory McCann; Peter Dinklage; Jason Momoa   



A Guerra dos Tronos é uma série de televisão que dispensa qualquer tipo de apresentações. Baseada na saga literária As Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin, é uma das séries mais vistas e comentadas na atualidade, foi considerada a série mais pirateada no ano 2012(1) e encontra-se presentemente nomeada para 16 Emmys(2), incluindo o prémio de Melhor Série Dramática. Apesar de muita tinta já ter corrido sobre esta série, proponho-me a fazer uma análise da mesma, refletindo acerca da primeira temporada, em termos de enredo, elenco e principais diferenças entre a série e os livros que lhe deram origem.
Enredo:
A ação inicia-se no reino de Westeros, um cenário medieval onde as estações podem durar anos e o poder é algo incerto e desejado. Ao longo de 10 episódios seguimos Eddard “Ned” Stark na sua demanda enquanto Mão do Rei Robert Baratheon, enredando-se nas intrigas de um reino à beira do colapso. Por sua vez, no continente de Essos, os jovens descendentes da Casa Targaryen planeiam reaver o trono de Westeros, envolvendo-se com os Dothraki, um povo de guerreiros temíveis. A Norte, os irmãos ajuramentados à Patrulha da Noite defendem a Muralha, uma fortificação de gelo que protege o resto do reino dos povos selvagens e, possivelmente, de uma ameaça que assinalará o final do Verão e o início de um longo Inverno.  
Dos livros originais foi retirada não só a estória principal, mas também o ecossistema político, social e filosófico bem delineado da narrativa e que é traduzido brilhantemente para o ecrã. Tal como nas obras de Martin, também a série levanta questões morais preponderantes: a luta pelo poder, o significado da vida e da morte, a impossibilidade da honra, as consequências da ambição e a estrutura de uma sociedade assente em bases precárias – questões estas que nunca são verdadeiramente respondidas. Afinal, nenhuma destas questões universais tem uma resposta definitiva e A Guerra dos Tronos retrata a jornada de um grande número de personagens nas suas tentativas de as descobrir conforme as suas circunstâncias. Por conseguinte, nada é a preto e branco, a honra não é uma verdade universal e poderá mesmo ser a origem do declínio de várias personagens.
Na verdade, rapidamente todas as personagens se vêm predicamentos bastante sensíveis. Apesar do elemento fantástico sempre omnipresente, esta é uma estória realista, palpável, acerca de uma guerra pelo poder onde as personagens efetivamente ou ganham, ou morrem. Isto é bem visível no penúltimo episódio, em que a série tomou um rumo radical, ainda que perfeitamente expectável para os fãs dos livros: a morte do seu “protagonista”. Numa sequência editada com uma beleza e ao mesmo tempo horror inusitados – sem banda sonora, enquanto Ned olha pela última vez para as suas duas filhas e aceita o seu destino – surge o ponto de viragem da narrativa, onde são testados os limites neste universo brutal. Correndo o risco de alienar a sua audiência, a série ainda assim mantém-se fiel ao clima de instabilidade que os livros oferecem.
A primeira temporada d’A Guerra dos Tronos foi construída com mestria, aproveitando o que de melhor existe numa obra extensa e complexa. É refrescante poder ver uma série como esta no panorama televisivo atual, que não tem necessidade de “estupidificar” o público, mantendo uma estória com profundidade e ainda assim adquirindo uma legião de fãs impressionante!

Elenco:
Para além do magnífico conteúdo dos livros que os produtores tiveram à sua disposição, um dos fatores que eleva esta série é sem dúvida o seu elenco. O meu entusiasmo com esta série advém principalmente de ver todas as personagens que aprendi a amar/odiar/tolerar a serem interpretadas tão bem!
Especialmente no que toca aos atores mais novos. Ainda me custa a acreditar que para Emilia Clarke (Daenerys Targaryen), Kit Harington (Jon Snow), Sophie Turner (Sansa Stark), Isaac Hempstead-Wright (Bran Stark) e Maisie Williams (Arya Stark) estas foram as suas estreias na televisão!
E não me deixem começar a falar acerca do Peter Dinklage (Tyrion Lannister) senão é que nunca mais me calo! Numa palavra: perfeição!

Principais diferenças entre a série e os livros:
É difícil numa temporada com apenas 10 episódios abarcar todos pormenores de dois livros com a dimensão de A Guerra dos Tronos e A Muralha de Gelo, sendo compreensível a necessidade de diluir algumas cenas e alterar outras em favor da narrativa geral. No entanto, apesar de por vezes trazerem algo de favorável estas mudanças podem ser irritantes para os fãs mais acérrimos dos livros.
Em primeiro lugar, as idades das personagens sofreram algumas alterações que, sendo esta uma produção televisiva em grande escala, seriam inevitáveis. Os livros retratam uma sociedade medieval sem qualquer conceito de adolescência. As raparigas são consideradas aptas para casar assim que menstruam e muitas personagens têm relações sexuais em tenra idade. No entanto, devido às leis de produção europeias, certas cenas, principalmente as relacionadas com Daenerys Targaryen (com 13 anos no primeiro livro) seriam impossíveis de retratar na televisão.(3) Por conseguinte, as personagens mais novas foram envelhecidas cerca de 2/3 anos para se adequarem aos padrões legais. Honestamente fico grata por não ter de assistir ao casamento de Khal Drogo com uma Daenerys de 13 anos. No fundo, foi uma alteração apropriada e perfeitamente compreensível.
Um dos aspetos que permanece muito vago e pouco aprofundado é a história de Westeros, a Rebelião de Robert Baratheon e os eventos que originaram a usurpação do trono aos Targaryen. Claro que é difícil transparecer no ecrã os pensamentos, sentimentos e memórias das personagens, tão facilmente descritos nos livros. Contudo, seria interessante que pelo menos os sonhos de Eddard sobre a irmã e os eventos da Rebelião de Robert fossem mais explorados, em particular a conexão entre dois personagens já falecidos dos quais dificilmente o público terá uma noção muito clara apenas pela série.
Já falei do que falta na série, agora vou abordar o que está em excesso. Não que as obras de Martin sejam propriamente púdicas, aliás existem inúmeras cenas explícitas, mas a série incorpora cenas de nudez que por vezes parecem despropositadas. Um dos exemplos mais claros será Ros, uma personagem que nem sequer existe nos livros e parece servir apenas para ouvir os monólogos das personagens masculinas. Pessoalmente até aprecio a personagem e a interpretação da atriz, acabando por servir como uma condensação das inúmeras prostitutas nomeadas nos livros, mas por vezes penso que existiriam outras maneiras de expor esta informação sem recorrer à vertente sexual.

Falando em aspetos inexistentes nos livros, a relação entre Renly Baratheon e Loras Tyrell é apenas subtilmente indiciada nos livros, ao contrário da série onde é bastante explícita. Esta alteração até me agradou bastante, pois deu mais destaque a eventos que apenas acontecem fora da ação principal do livro.


Um aspeto visual cuja ausência na série me incomodou no início foi uma das características principais dos herdeiros da Casa Targaryen. Estes, nos livros, são caracterizados como tendo olhos roxos/púrpura/violeta, o que não corresponde de todo à caracterização na série. Os produtores introduzirem a utilização de lentes de contacto no início das filmagens mas acabaram por desistir porque interferiam com as performances dos atores. A falta deste traço identificativo dos Targaryen poderá ter algumas implicações para o reconhecimento de certas personagens mais à frente na estória mas poderá ser contornado de alguma forma.


Mas nem todas as alterações visuais nas personagens podem ser más! A Osha da série é substancialmente diferente da Osha nos livros, sendo protagonizada pela atriz Natalia Tena não apenas mais nova, mas mais energética e sarcástica. Curiosamente, George R. R. Martin gostou tanto desta abordagem que afirmou que poderá considerar alterar a apresentação desta personagem nos próximos livros para se assemelhar à sua versão televisiva.(4)


Também outras personagens secundárias sofreram algumas alterações. Shae, a prostituta envolvida com Tyrion, adquire um novo passado na série: em vez de ser uma simples prostituta de Westeros como nos livros, na série é retratada como proveniente das Cidades Livres, de forma a explicar o sotaque estrangeiro da atriz Sibel Kekilli, que nasceu na Turquia e viveu na Alemanha.(4) Por outro lado, a ausência da personagem Mya Stone, uma dos muitos descendentes bastardos do Rei Robert, que acompanha Catelyn Stark na subida ao Ninho da Águia (que por sua vez é retratado de uma forma diferente na série do que é nos livros). Não que esta personagem seja particularmente importante (pelo menos para já) mas gosto da sua personalidade e das interações que vai tendo com algumas personagens principais nos livros.

No fundo, seria impossível criar uma série televisiva com tantos detalhes; aspetos como flashbacks, personagens e estórias secundárias têm de ser diluídas ou mesmo eliminadas para compensar a narrativa principal. Mas A Guerra dos Tronos mantém-se bastante fiel ao seu conteúdo original, e isso, associado ao elenco sublime, torna esta série uma verdadeira delícia para os fãs!
Balanço final: 9/10
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Fontes:
16:40 Publicada por Unknown 8

domingo, 21 de julho de 2013

5 Perguntas Sobre Literatura Que Nunca Ninguém Fez [Tag]

A Carolina do Singularidades de Uma Rapariga Loira passou-me esta tag, criada pelo blogue Por Uma Boa Leitura, e deixo aqui as minhas respostas:

1) Que escritor você odeia mas tem vergonha de assumir?
Não tenho nenhum escritor como ódio de estimação… Claro que existem obras que posso gostar menos ou até detestar mas daí a renegar um autor para sempre parece-me demasiado exagerado :P



2) Qual é o pior clássico da literatura portuguesa?
O único clássico que faz parte do programa obrigatório da disciplina de Português que odiei foi “Felizmente Há Luar!” de Luís de Sttau Monteiro. Achei-o tão aborrecido, não me cativou minimamente…




3) Se você pudesse namorar com algum personagem de algum livro, com quem seria e por quê?
Tantos rapazes lindos e corajosos, tão pouco tempo…  

4) Que personagem da literatura seria sua inimiga mortal?

Cersei Lannister d’As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin, that fucking bitch! 

5) Que livro você rasgaria e queimaria sem dó nem piedade?
Nenhum, que sacrilégio!
17:14 Publicada por Unknown 4

domingo, 28 de abril de 2013

"A Dança dos Dragões" de George R.R. Martin [Opinião Literária]

 
Título: A Dança dos Dragões
Autor: George R.R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Coleção: Crónicas de Gelo e Fogo (nº9)

Sinopse:
O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?

Opinião:
Neste volume regressam as personagens que tanto amamos, mas nenhuma está a salvo num enredo que se adensa e com tantas reviravoltas!
A Dança dos Dragões enquadra-se num espaço temporal paralelo aos volumes anteriores (O Festim dos Corvos e O Mar de Ferro), o que por vezes pode ser confuso. Por vezes senti-me algo frustrada por querer saber o que acontecerá a seguir mas compreendo a necessidade de abordar todos estes acontecimentos que não foram explicados nos livros prévios. Afinal de contas, é neste volume que regressam algumas das minhas personagens favoritas!  
Finalmente descobrimos o que aconteceu na Muralha, nas terras para além dela e nas Cidades Livres. Jon Snow continua a ser uma das minhas personagens prediletas e neste volume ganha mais destaque pelo seu cargo como Comandante da Muralha. Apesar de jovem, Jon demonstra uma extraordinária maturidade, coragem e determinação. Também Daenerys enfrenta grandes dificuldades durante o seu governo em Meeren. Aprecio a sua vulnerabilidade, o facto de não ser perfeita e cometer grandes erros, o que a torna mais humana e cativante. Por outro lado, foi bom rever Tyrion, com o seu humor mordaz e fabulosa perspicácia, apesar da sua faceta atual: quebrado e atormentado pelo fantasma do seu pai.
Embora com um ritmo mais lento, as surpresas e os desenvolvimentos chocantes permanecem uma característica inerente a esta saga. As intrigas continuam e é crucial dispor de alguma atenção aos diálogos para perceber as revelações nas entrelinhas. Mais do que nunca fui levada a especular sobre o desenlace final e a sensação de que este se aproxima e será excecional é inevitável!
21:40 Publicada por Unknown 2

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"O Mar de Ferro" de George R.R. Martin [Opinião Literária]


Título: O Mar de Ferro
Autor: George R.R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Coleção: Crónicas de Gelo e Fogo (nº8)

Sinopse:
Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz? Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo? A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?

Opinião:
À semelhança do volume anterior, este é um livro com um ritmo lento, mas as intrigas continuam no auge!
Apesar de algumas personagens principais terem sido excluídas neste volume e no anterior, o enredo não se ressente, na medida em que permitiu às personagens já conhecidas um desenvolvimento mais profundo, assim como a revelação de novas personagens tão ou mais interessantes.
Assim, Martin adiciona novas cartas ao baralho nesta guerra de tronos, novas alianças são forjadas e algumas peças esquecidas neste jogo retomam o seu movimento.
Esta é uma obra de fantasia com muito suspense e a adição de novas personagens apenas adiciona ainda mais expectativa para o próximo volume.

10:49 Publicada por Unknown 5

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"O Festim dos Corvos" de George R.R. Martin [Opinião Literária]

 

Título: O Festim dos Corvos
Autor: George R.R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Coleção: Crónicas de Gelo e Fogo (nº7)

Sinopse:
Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores. Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo…

Opinião:
Este volume representa fundamentalmente o rescaldo dos eventos chocantes do livro anterior. Com as suas reviravoltas e surpresas macabras, “A Glória dos Traidores” desencadeou uma mudança drástica no destino de todas as personagens. Por conseguinte, neste livro inicia-se uma nova era para esta saga.
A ação desenvolve-se a um ritmo substancialmente mais lento, mas sobretudo porque faz o ponto de situação após os tumultos da obra anterior. Nesta obra Martin proporciona ao leitor novas personagens, novos lugares e novas intrigas. Mais ainda, os Sete Reinos são explorados com maior profundidade, assim como a sua história.
Este é sem sombra de dúvida um livro mais parado, mas que surpreende com a sua frescura e inovação, algo de louvar numa saga com tantos volumes.
00:42 Publicada por Unknown 0

sábado, 24 de novembro de 2012

"A Glória dos Traidores" de George R.R. Martin [Opinião Literária]


Título: A Glória dos Traidores
Autor: George R.R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Coleção: Crónicas de Gelo e Fogo (nº6)

Sinopse:
O bafo cruel e impiedoso do Inverno já se sente. Quando Jon Snow consegue regressar à Muralha, perseguido pelos antigos companheiros do Povo Livre, não sabe o que irá encontrar nem como será recebido pelos seus irmãos da Patrulha da Noite. Só tem uma certeza: há coisas bem piores do que a hoste de selvagens a aproximarem-se pela floresta assombrada. O Jovem Lobo também está em viagem, na companhia da mão e do tio, numa tentativa de reconquistar duas coisas fundamentais para os Stark: a aliança da Casa Frey e o Norte. A primeira parece bem encaminhada, mas é sabido como o velho Walder Frey é traiçoeiro. Quanto à segunda, é uma incógnita, pois a tarefa que lhe cabe é quase impossível: conquistar Fosso Cailin a partir do sul. Em Porto Real, há dois casamentos em perspectiva, qual deles o mais importante para o destino dos Sete Reinos. Mas quem sabe o que os caprichos do destino têm reservado para os noivos? Jaime Lannister, agora mutilado, regressa para junto dos seus sem saber o que o aguarda. E do outro lado do mar, o poder dos dragões renasce, com Daenerys à cabeça de uma hoste de eunucos treinados para a guerra e finalmente rodeada de amigos. Mas serão esses amigos... dignos de confiança?

Opinião:
Este é um livro praticamente perfeito para quem gosta de sentir as emoções à flor da pele. O enredo provoca uma miscelânea de sentimentos impossíveis de reprimir: as reviravoltas levam o leitor a desesperar perante tanta crueldade.
O autor desde o início da saga que revelou que não seria piedoso ao escolher o destino das suas personagens, mesmo das mais importantes, mas é neste volume que este facto toma proporções inimagináveis. Tanto personagens estimadas como as mais odiadas perecem ao longo da estória, alterando completamente as esperanças que o leitor teria para o desenrolar da ação. Contudo, é esta inevitabilidade da morte que torna a estória real, palpável, estimulante.
Mais uma vez, para além de ser uma obra de Fantasia, esta é uma estória de intrigas familiares e políticas, cujo enredo é digno de um mestre da Literatura, ou seja, digno de George R.R. Martin.
14:18 Publicada por Unknown 0

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"A Tormenta de Espadas" de George R.R. Martin [Opinião Literária]

 

Título: A Tormenta de Espadas
Autor: George R.R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Coleção: Crónicas de Gelo e Fogo (nº5)

Sinopse:
Os Sete Reinos estremecem quando os temíveis selvagens do lado de lá da Muralha se aproximam, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas. Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, encontra-se entre eles, debatendo-se com a sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar. Todo o território continua a ferro e fogo. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será ele capaz de vencer as mais subtis, que não se travam pela espada? A sua irmã Arya continua em fuga e procura chegar a Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam. Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra, e Sansa, livre do compromisso com o rapaz cruel que ocupa o Trono de Ferro, tem de lidar com as consequências de ser segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon se julgam mortos. No Leste, Daenerys Targaryen navega na direcção das terras da sua infância, mas antes terá de aportar às cidades dos esclavagistas, que despreza. Mas a menina indefesa transformou-se numa mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar numa conquistadora impiedosa?

Opinião:
Neste livro o leitor continua a seguir as vidas de personagens que já conhece bem, mas também surgem novos pontos de vista. De igual modo, algumas personagens que perderam o interesso nos livros anteriores surgem a uma nova luz – mais fortes e mais interventivas.
Mais uma vez, friso que o ponto forte desta saga são as suas personagens. Mais do que nunca neste livro as suas intenções não são a preto e branco, não existem heróis ou vilões definidos. Todos são humanos, com os seus defeitos, medos e fragilidades, o que permite ao leitor identificar-se com qualquer um deles. Na verdade, a maior parte apenas quer o melhor para si e para os que amam. E afinal, quem não se consegue identificar com isto?
Esta é a saga perfeita não somente para quem ama o género Fantástico, mas também para os aficionados pela política e guerra. Neste volume novas alianças são formadas, outras são desfeitas e as vidas de cada personagem se cruzam numa teia complexa de intrigas e conspirações.
Apesar de apenas constituir metade do livro original em inglês, não existe um momento morto nesta estória, o que reforça as grandes expectativas para o volume seguinte.
21:24 Publicada por Unknown 2

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"O Despertar da Magia" de George R.R. Martin [Opinião Literária]



Título: O Despertar da Magia
Autor: George R.R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Coleção: Crónicas de Gelo e Fogo (nº4)

Sinopse:
A Guerra pelos Sete Reinos continua sem tréguas ou misericórdia. Com um golpe negro mágico, Stannis afastou do seu caminho o irmão rival Renly, e agora nada o impede de conquistar Porto Real, pela força, com a sua frota. Mas Tyrion, eleito a Mão do Rei, tem outros planos e, embora todos o subestimem pela aparência, prepara com sangue frio a defesa da cidade e a confrontação com Stannis numa batalha que se adivinha sanguinária. No Norte, Winterfell encontra-se à beira do perigo e é alvo da cobiça dos Greyjoy, mas Bran nada consegue ver para além dos estranhos sonhos que o atormentam de noite e dia. Para lá da muralha, Jon oferece-se para acompanhar um grupo de batedores enviado para encontrar os selvagens, enquanto a principal força da Patrulha da Noite se fortifica junto às montanhas. Se quer sobreviver, Jon terá que aprender a ser tão cruel como a terra assombrada habitada pelos selvagens. Mais uma vez, George R.R. Martin consegue manter-nos agarrados até à última página. Personagens que amamos são mortas sem dó nem piedade, personagens que odiamos conseguem conquistar o nosso coração. De Arya a Sansa, de Robb a Daenerys, todos terão um papel fulcral neste quarto volume de As Crónicas de Gelo e Fogo.

Opinião:
Após um volume anterior bastante mais lento, este livro adquire um ritmo alucinante, repleto de violência e, mais uma vez, de intrigas subtis e arrepiantes. A componente bélica encontra-se sempre presente, sendo que a batalha de Porto Real adquire proporções épicas.
Quanto às personagens, estas revelam um amadurecimento notável, principalmente nas mais jovens, como os herdeiros mais novos da Casa Stark (Bran, Arya e Sansa).
O título desta obra pode parecer promissor, mas mais uma vez a magia continua a ser doseada. Isto não é necessariamente negativo, uma vez que estimula o leitor a continuar a sua leitura na expectativa de obter alguma sugestão de componentes mágicas.
Este é mais um volume fantástico da saga imperdível de George R.R. Martin, em que prevalece a batalha pelo trono e domínio dos Sete Reinos. Esta é uma luta colossal, repleta de reis autoproclamados, alianças quebradas e refeitas, e muita, muita, ação!

00:08 Publicada por Unknown 0

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

"A Fúria dos Reis" de George R.R. Martin [Opinião Literária]



Título: A Fúria dos Reis
Autor: George R.R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Coleção: Crónicas de Gelo e Fogo (nº3)
Sinopse:

Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate. No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás. O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!

Opinião:
Nesta obra denota-se um ritmo certamente mais lento que o habitual mas que se coaduna com os eventos do livro anterior. Na verdade, muito aconteceu em “A Muralha de Gelo” e neste terceiro volume encontramos as personagens a refletir acerca do passado e a prepararem-se para o futuro. Este é um futuro de guerra e luta pelo trono, em que os Sete Reinos se encontram completamente divididos.
É neste cenário de caos que decorre o desenvolvimento das intrigas e esquemas maquiavélicos de inúmeras personagens. Na verdade, a subtileza destas conspirações é, para mim, mais empolgante que as próprias cenas bélicas.
O único defeito de uma coletânea de personagens tão extensa e diversa presente nesta saga é o pouco tempo que o leitor passa com cada uma delas. Mesmo algumas personagens principais e estimadas não têm grande destaque neste livro, logicamente devido à complexidade da ação principal que se desenrola e que exige bastantes capítulos para ser contada.
Grande parte dos mistérios desta saga continuam por resolver, o que proporciona ao leitor uma pitada de ânsia pelos volumes seguintes. A componente mágica e tenebrosa presente no capítulo final apenas confirma que esta é uma das melhores sagas de Fantasia dos últimos tempos!
14:15 Publicada por Unknown 0