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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

"A Máquina do Tempo" de H. G. Wells [Opinião Literária]





Título: A Máquina do Tempo
Autor: H. G. Wells
Editora: Publicações Europa-América




22:58 Publicada por Unknown 2

domingo, 3 de março de 2013

"O Hobbit" de J.R.R. Tolkien [Opinião Literária]

Título: O Hobbit
Autor: J.R.R. Tolkien
Editora: Publicações Europa-América
Coleção: O Senhor dos Anéis [prelúdio]
Sinopse:
Esta é a história da aventura de um Baggins, que deu consigo a fazer e a dizer coisas completamente impensáveis…
Bilbo Baggins é um hobbit que desfruta de uma vida confortável e sem qualquer ambição. Ele raramente se aventura em viagens, não indo mais longe do que até à dispensa de sua casa, no Fundo do Saco. Mas este conforto será perturbado por Gandalf, o feiticeiro, e por um grupo de treze anões, que num belo dia chegam para o levar numa viagem «de ida e volta». Eles têm um plano para pilhar o espantoso tesouro de Smaug, o Magnífico, um dragão enorme e extremamente perigoso. Encontros inesperados com elfos, gnomos e aranhas gigantes, um dragão que fala, e ainda a presença involuntária na Batalha dos Cinco Exércitos, são apenas algumas das experiências por que Bilbo passará.

Opinião:
O Hobbit é um livro claramente direcionado para um público-alvo jovem, com uma estrutura semelhante a um conto de fadas ou relato de aventuras. O narrador vai descrevendo as inúmeras peripécias de Bilbo Baggins de uma forma inocente e algo infantil. Mas é nesta simplicidade que reside a sua mais-valia: não possui a linguagem minuciosa que tornou, algumas vezes, O Senhor dos Anéis uma leitura tão fastidiosa.
Mais uma vez somos transportados para a Idade Média, para o mundo complexo e fabuloso que Tolkien tão meticulosamente construiu. É fácil embrenharmo-nos na mitologia desta grande obra e neste volume são introduzidos novos lugares, personagens e raças, ao mesmo tempo que vislumbramos aspetos já conhecidos.
A minha parte favorita foi sem dúvida o encontro entre Bilbo e Gollum (e o Anel), pois é um momento mencionado ao longo da saga e finalmente podemos entender detalhadamente como tudo aconteceu.
Adorei rever Gandalf com a sua sabedoria e omnisciência, e aprender mais sobre os costumes e características dos anões. Também foi muito interessante observar diretamente os feitos de Bilbo, apenas aludidos ao longo da trilogia, que se revela um hobbit inteligente e engenhoso. Acabei por adquirir um respeito renovado pela personagem, na medida em que é Bilbo que acaba por desenrascar os treze (sim, treze) anões das embrulhadas em que se envolvem!
Tolkien, nesta obra, apresenta uma linguagem simples e atrativa, com bastante humor e diversão. O ritmo é um pouco inconstante, com partes desenvolvidas vagarosamente e desenlaces algo apressados. Apesar de lhe faltar a grandiosidade da trilogia, é um excelente prelúdio, que aconselho a qualquer fã de fantasia épica!
19:10 Publicada por Unknown 4

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"O Senhor dos Anéis" (Vol. I, II e III) de J.R.R. Tolkien [Opinião Literária]


Títulos:
Vol. I: A Irmandade do Anel
Vol. II: As Duas Torres
Vol. III: O Regresso do Rei

Autor: J.R.R. Tolkien
Editora: Publicações Europa-América
Coleção: O Senhor dos Anéis

Sinopse:
Volume I
A Irmandade do Anel, primeira parte de O Senhor dos Anéis, conta-nos como o feiticeiro Gandalf descobre que o anel possuído por Frodo, o Hobbit, era dominador de todos os Anéis de Poder. E como Frodo e os seus companheiros são perseguidos pelo terror dos Cavaleiros Negros e fogem para Rivendell, onde se reune o Grande Conselho de Elrond, no qual se decide tentar destruir o anel.
E assim se constitui a Irmandade do Anel: Frodo e os seus companheiros em representação dos Hobbits; Aragorn e Boromir pelos Homens; Legolas pelos Elfos; Gimli pelos Anões; e Gandalf, o Cinzento. Juntos iniciam a maior demanda da história da literatura, por rios encantados, altos desfiladeiros que tocam o céu, mundos subterrâneos onde se escondem espíritos terríveis, florestas élficas, tudo parte do maravilhoso mundo da Terra Média.

Volume II
A Irmandade do Anel foi desfeita. Após um ataque cerrado de orcs e uruk-hai, os hobbits Pippin e Merry, companheiros de Frodo, o portador do Anel, são capturados; Boromir, representante da raça dos humanos na Irmandade, é morto; Frodo e Sam põem-se em fuga; Aragorn dos Homens, Legolas dos Elfos e Gimli dos Anões iniciam a perseguição com o fim de os resgatarem.
Agora, em As Duas Torres, segunda parte d’ O Senhor dos Anéis, é-nos relatada a nova demanda. Da tentativa de refazer a Irmandade, para a destruição do Anel. De como Aragorn, Legolas e Gimli reencontram o feiticeiro Gandalf, que sobreviveu à batalha com Balrog, e de como todos formam aliança com o Rei Théoden do reino de Rohan. De como o feiticeiro Saruman de Isengard, o traidor reúne as forças de Trevas e, como um exército de dez mil orcs e uruk-hai, ataca o último reduto dos humanos, a antiga fortaleza do Abismo do Elmo, onde se joga o destino final dos povos da Terra Média. E de como Frodo e Sam prosseguem a sua viagem com destino a Mordor, terra inimiga. É o advento das Grandes Trevas.

Volume III
Eis que chegámos à terceira e última parte de 0 Senhor dos Anéis.
A Irmandade do Anel permanece desfeita. A aliança de Aragorn dos Homens, Legolas dos Elfos, Gimli dos Anões e Gandalf, o feiticeiro com o Rei Théoden de Rohan é mais importante do que nunca, pois a batalha na fortaleza do Abismo do Elmo foi apenas o prenúncio do derradeiro confronto.
Acompanhado por Sam e traído por Gollum, Frodo, o hobbit Portador do Anel, é picado por Shelob, a monstruosa guardiã do desfiladeiro que serve de passagem secreta para Mordor, por onde eles pretendiam passar. Frodo jaz adormecido e o seu corpo é levado pelos orcs. Agora, em O Regresso do Rei, terceira parte de O Senhor dos Anéis, é-nos relatada a última fase da demanda. De como se inicia a Guerra do Anel. De como se reúne o grande exército do Ocidente e se estabelecem as estratégias opostas de Gandalf e Sauron. De como Aragorn tem o destino da Terra Média nas suas mãos e tem de decidir se aceita ou não herdar o trono e liderar os exércitos da Humanidade contra as gigantescas forças de Sauron. Do desenlace da grande história de amor entre Arwen, princesa elfo, e Aragorn, agora posto à prova por Éowyn, a sobrinha do Rei Théoden. E da catástrofe derradeira ao início da grande guerra. Conclui-se assim a maior demanda da história da literatura e a fantástica viagem pelo estranho mundo criado pela imaginação brilhante de Tolkien.

Opinião:
Ao início, pensei que criticar esta obra-prima seria ridículo e um esforço desperdiçado. Contudo, senti-me compelida a dar a minha opinião simplesmente porque acho que todos os que se consideram como leitores assíduos – e principalmente os amantes de fantasia – devem ler este livro. Decidi juntar a opinião dos três volumes num texto só, uma vez que li os três seguidos e por isso não faria muito sentido, na minha modesta opinião, separá-los.
É uma estória única, com personagens maravilhosas e diálogos brilhantes. Para sempre adorarei Gandalf e a sua sabedoria, a lealdade de Sam para com Frodo, a amizade dos quatro hobbits (Frodo, Sam, Pippin e Merry), o desenvolvimento da amizade entre Legolas e Gimli, apesar de todos os preconceitos entre as suas raças, Tom Bombadil e os seus mistérios, toda a estória de Gollum, e o amor entre Aragorn e Arwen. Tolkien criou um mundo tão completo e uma mitologia tão diversa que é um prazer tremendo perdermo-nos pelos seus recantos.
A linguagem utilizada e as descrições minuciosas, porém, podem por vezes tornar a leitura algo fastidiosa, o que coloca um entrave ao progresso da estória. Apenas este facto me impede de dizer que é um livro que se devora, pois no meu caso foi mais uma obra que saboreei com tempo, calma e pausadamente.
Com esta opinião apenas quero incitar a leitura desta obra, porque acho que mudará para sempre a vossa perspetiva acerca dos restantes livros de fantasia. Não é a leitura mais fácil do mundo mas é a obra de referência deste género e a sua influência no restante mundo literário é inegável.
00:07 Publicada por Unknown 5

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"O Conde de Monte Cristo" de Alexandre Dumas [Opinião Literária]


Título: O Conde de Monte Cristo
Autor: Alexandre Dumas
Editora: Publicações Europa-América

Sinopse:
O romance O Conde de Monte Cristo foi publicado em 1844 e, juntamente com Os Três Mosqueteiros, publicado também nesse mesmo ano, constitui uma das obras mais importantes do seu autor e da literatura romântica francesa do séc. XIX. Nela é narrada a terrível história de Edmond Dantès, um jovem e cândido marinheiro. Acusado injustamente por aqueles que acreditava serem seus amigos, é condenado a passar catorze anos na prisão do castelo de If. Antes da traição Dantès era um homem feliz, com um futuro promissor junto da doce e bela Mercedes, a sua prometida. Mas os seus planos de futuro serão comprometidos e os seus anos de juventude desperdiçados numa masmorra.
Durante a sua reclusão, fará amizade com o abade Faria, outro prisioneiro político injustamente condenado. Este ensinar-lhe-á ciência, filosofia, literatura e línguas, melhorando a sua fraca formação, e revelar-lhe-á também a existência de um tesouro escondido e como chegar até ele. Como se já não fosse suficiente, Faria também ajudará Dantès na sua fuga da prisão. Quando o abade morre, Dantès escapa disfarçado na sua mortalha, a qual é lançada ao mar.
O nosso marinheiro é agora outra pessoa. Uma vez na posse do tesouro converte-se no Conde de Monte Cristo, um homem instruído e poderoso, cuja alma foi corrompida pelo desejo de vingança. Ferido no mais fundo do seu ser, acredita gozar do favor divino quando assassina inocentes para fazer os seus antigos inimigos pagar os danos irreparáveis que lhe causaram. Depressa se surpreenderá perante o seu próprio comportamento e procurará refazer a sua vida longe do passado.

Opinião:
Este é sem dúvida um clássico literário brilhante, com uma narrativa excecionalmente bem constituída e personagens fascinantes. É uma obra que tem um pouco de todos os elementos literários que mais aprecio: romance, mistério, um ambiente histórico bem descrito e um enredo que me cativou até ao desenlace final.
Nesta obra assistimos à evolução da personagem principal, Edmond Dantés, inicialmente ingénuo, honrado e altruísta e que rapidamente adquire uma sede de vingança implacável, após ter perdido tudo às mãos dos seus inimigos. Dantés traça um plano malévolo para se vingar de todos aqueles que o acusaram injustamente. Assistimos à execução precisa deste plano e acabamos por incentivar o progresso de Dantés na sua busca por justiça. Contudo, rapidamente nos apercebemos que a vingança nunca o satisfaz completamente, apenas o incita a continuar nesta espiral de amargura e ressentimento, privando-o da razão e da moralidade. Na minha opinião, é esta a grande temática da obra: o desejo de vingança jamais será uma solução para as feridas da alma…
Com uma narrativa tão complexa, profunda, real, vivi este livro com uma grande intensidade! Por conseguinte, é o meu livro favorito e aquele que recomendo sempre a qualquer leitor! Não deixem que o seu tamanho vos detenha, esta foi uma das melhores leituras da minha vida!
17:15 Publicada por Unknown 4