RECENTES

Mostrar mensagens com a etiqueta Elizabete Cruz. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Novidade: "Face Negra" de Elizabete Cruz [Divulgação]


Finalmente tenho o prazer de divulgar e promover uma das minhas leituras favoritas deste mês!
 
Título: Face Negra
Autora: Elizabete Cruz
Editora: Euedito
Sinopse:
Esta podia ser a história de uma menina amorosa e inocente marcada pelo passado. Mas não, esta é a história de Daniela, a rapariga que sobreviveu a esse passado e se tornou naquilo que nunca pensaria ser, não olhando a meios para atingir os fins. Para tal conta com a ajuda do seu bizarro melhor amigo, que daria tudo para dormir com ela, e que é bem mais do que aparenta ser. E ainda tem Dyre, o seu primeiro amor e actual namorado, que definitivamente não a conhece.
Ela julgava-se forte, perspicaz e dona do seu destino. Mas o destino provar-lhe-á que estava errada. Alguém com tantos segredos, artimanhas, rancor e maldade dentro de si não poderá ter um final feliz. E o reaparecimento de um fantasma do seu passado levá-la-á a fazer algo extremo e irremediável, fazendo-a perceber que os fins nem sempre justificam os meios.
Conheçam Daniela, a jovem e inocente estudante de Medicina, que encerra em si uma terrível face negra.
“Um dia vais acordar e não vais ter nada além de arrependimentos.”

O livro já se encontra à venda em formato digital (e-book) aqui.
Para quem prefere um exemplar em papel, este ainda não se encontra disponível mas estará em breve. Por conseguinte, a autora já se encontra a aceitar encomendas [preço: 10€ com portes grátis]! Não percam esta oportunidade e reservem já o vosso exemplar! Para tal podem contactar a autora através de: awonderfulworld2@gmail.com.

Sobre a autora:
Elizabete Cruz nasceu a 18 de Junho de 1992 em Montreux, na Suíça. Estuda Radiologia na Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto, pelo que vive no Porto em tempo de aulas e em Viana do Castelo nas férias e ao fim de semana. Começou a escrever aos 16 anos, editando o seu primeiro romance, Espelho Indesejado, em 2010, pela HM Editora. Em 2012, pela Corpos Editora, editou o livro O Homem que Amava Demais e prepara-se para editar o seu terceiro livro Face Negra, numa publicação independente.
Blogue da autora: A Wonderful World

Podem ler a minha opinião sobre este livro aqui, assim como o anterior romance da autora (O Homem que Amava Demais) aqui.
17:12 Publicada por Unknown 0

terça-feira, 18 de junho de 2013

"Face Negra" de Elizabete Cruz [Opinião Literária]

Título: Face Negra
Autora: Elizabete Cruz
Editora: Euedito

Sinopse:
Esta podia ser a história de uma menina amorosa e inocente marcada pelo passado. Mas não, esta é a história de Daniela, a rapariga que sobreviveu a esse passado e se tornou naquilo que nunca pensaria ser, não olhando a meios para atingir os fins. Para tal conta com a ajuda do seu bizarro melhor amigo, que daria tudo para dormir com ela, e que é bem mais do que aparenta ser. E ainda tem Dyre, o seu primeiro amor e actual namorado, que definitivamente não a conhece.
Ela julgava-se forte, perspicaz e dona do seu destino. Mas o destino provar-lhe-á que estava errada. Alguém com tantos segredos, artimanhas, rancor e maldade dentro de si não poderá ter um final feliz. E o reaparecimento de um fantasma do seu passado levá-la-á a fazer algo extremo e irremediável, fazendo-a perceber que os fins nem sempre justificam os meios.
Conheçam Daniela, a jovem e inocente estudante de Medicina, que encerra em si uma terrível face negra.
“Um dia vais acordar, e não vais ter nada além de arrependimentos.”

Opinião:
Confesso que ao iniciar esta leitura não me encontrava preparada para a jornada que me proporcionaria! Uma montanha-russa repleta de emoções fortes, reviravoltas inesperadas e momentos tão obscuros que levarão o leitor a questionar a verdadeira natureza das personagens.
A protagonista, Daniela, retrata exatamente aquilo que mais aprecio numa personagem feminina: determinação, ambição, uma força imbatível! Porém, o seu egoísmo é inegável. Para sempre marcada pelas cicatrizes do seu passado, Daniela liberta-se da sua inocência da juventude, assumindo uma vida onde o segredo e o engano são imperativos. A evolução desta personagem é notória, bem enquadrada na estória e bastante realista. Como a vida nunca lhe proporcionou oportunidades para seguir os seus sonhos, Daniela cria-as por si mesma, guardando dentro de si todo o rancor perante as injustiças que sofreu. Adoro a antítese entre a faceta mais negra da sua vida, ligada à prostituição e às inevitáveis mentiras, e o seu genuíno amor pelos irmãos, a única família que tem.
No entanto, cedo nos apercebemos que todas as adversidades da sua vida não poderão justificar algumas das suas escolhas. Daniela não é, afinal, uma pobre mártir indefesa. Não, é uma jovem que, habituada a escassas regalias, subitamente se vê deslumbrada pelo que conseguiu conquistar e se recusa a abdicar desta nova posição. Ao longo do livro, o leitor é confrontado com as decisões que Daniela toma, algumas bastante cruéis, egoístas e até perturbadoras. Com uma faceta quase psicopata, Daniela não olha a maios para atingir a vingança de todos aqueles que a prejudicaram. Isto proporcionou-me sentimentos contraditórios: repugnei profundamente as suas atitudes mas, ainda assim, é me impossível odiar a Daniela. Assim se apresenta uma personagem complexa, multifacetada, inesquecível!
Quanto às personagens masculinas, estas não poderiam ser mais distintas. Marco, o seu melhor amigo, é um eterno sedutor, um Don Juan irresistível, cuja reputação esconde um carinho imensurável por Daniela. A dinâmica entre ambos é bastante apelativa, com uma química inegável e muito humor à mistura.
Dyre, por sua vez, carecia algo enquanto interesse romântico. Achei-o demasiado unidimensional, demasiado brando, demasiado perfeito. Grande parte do tempo não percebia as suas motivações, nem sequer me interessei pela sua relação com Daniela. Com tantas personagens fortes, Dyre acaba por ser ofuscado.
O enredo é indubitavelmente estimulante, com uma narrativa repleta de reviravoltas e surpresas. A autora prima por uma escrita acessível, sem grandes floreados, que potencia um ritmo de leitura avassalador. O desenlace final talvez não seja o que a maior parte dos leitores desejará, mas satisfez-me: termina no local onde a estória se inicia, proporcionando um sentimento de conclusão, mas com um final suficientemente em aberto para deixar algo à imaginação do leitor.
No fundo, esta foi uma estória que superou grandemente as minhas expectativas, na qual não poderia deixar de destacar a protagonista, uma personagem que não deixará ninguém indiferente!
22:37 Publicada por Unknown 8

quarta-feira, 27 de março de 2013

"O Homem Que Amava Demais" de Elizabete Cruz [Opinião Literária]

Título: O Homem Que Amava Demais
Autora: Elizabete Cruz
Editora: Corpos Editora

Sinopse:
Quando Inês assiste à morte do namorado, Carlos, não imagina que a sua vida está prestes a mudar. Incumbida da missão de encontrar o pai dele, que ele nunca conhecera, a sua pesquisa leva-a até Pirenópolis, a uma comunidade hippie. Lá conhece Dean Silva, meio-irmão de Carlos, que por lá habita desde que a sua namorada, Abby, foi declarada como morta. Juntos partem então para a Califórnia, em busca do pai de Carlos, e o caminho leva-os a descobrir sentimentos que julgavam já nem sequer possuir. No entanto, o passado de Dean está à espreita, e Henry, seu irmão, não deixará que ele se desvaneça. Tudo porque ele quer construir algo que a ele próprio transcende, e que sabe que sem a ajuda do irmão não conseguirá: a bomba de hidrogénio. Para isso, Henry fará de tudo para transformar Dean, inclusive incluir Inês nos seus planos diabólicos, encarcerando-a com os génios que farão o seu plano seguir em frente. Com Dean a seu lado e um caminho traçado, Henry acredita que nada o poderá desviar do seu destino. Mas ele engana-se, pois estranhamente todos aqueles que estão consigo começam a morrer, um por um, num local onde ele sabe que só ele consegue entrar e sair. O medo de ser a próxima vítima instala-se, e Inês embrenha-se numa busca pela verdade, o que a leva a descobrir que tudo o que ela sabe sobre Dean e Henry não passa de uma grande mentira.
Afinal, porque morreu Abby? Porque sequestrou Henry oito pessoas? E quem é o culpado pelas suas estranhas mortes?

Opinião:
Esta foi uma leitura que me deixou ambígua na sua classificação, principalmente pela maneira como a minha opinião se alterava à medida que a estória avançava. Inicialmente, não me conseguia embrenhar na estória, faltava algo que considero difícil de discernir, talvez alguma profundidade às personagens ou uma narrativa mais dinâmica que me agarrasse. Felizmente, a partir do meio do livro, algo se começou a formar: um ambiente de suspense, mistério e intriga que me prendeu completamente às páginas e que mudou completamente a minha perspetiva sobre esta obra.
O desenvolvimento das personagens é notório e apreciei bastante a dualidade entre Dean e Henry, entre alguém que se esconde do seu passado e, no fundo, de si próprio, e alguém que nada mais faz do que seguir os seus impulsos psicopatas. Adorei a forma como no fim, acabei por desprezar Dean e sentir alguma empatia por Henry, quando o contrário seria mais expectável. Foi uma surpresa agradável a forma como todo o paradigma que envolve Dean se altera: a sua máscara de encanto se desfaz perante o leitor.  
Quanto à protagonista, Inês, não posso dizer que me tenha cativado. A sua martirização e tendência para a auto-destruição tornou-se um pouco exasperante. As suas oscilações de humor eram repentinas e imprevisíveis, não a achei totalmente realista. Por vezes imatura e insegura, dou-lhe algum crédito pela coragem e determinação que demonstra em algumas passagens. No entanto, ficou a ânsia por uma personagem feminina mais forte. De igual modo, a sua relação com Dean é surreal e demasiado instantânea. No entanto, penso que transmitiu bem a ideia de como o desespero e a tristeza profunda podem fazer com que nos deixemos levar pela primeira fonte de conforto que encontramos – que para Inês era Dean.  
Relativamente à estória em si, penso que por vezes era um pouco confusa, com muitos elementos em jogo ao mesmo tempo: a procura pelo pai de Carlos, o mistério da morte de Abby, as mortes e os sequestros, a construção de uma bomba de hidrogénio… Porém, com um fio condutor bem delineado, estes elementos se interligam e tudo no final se compõe.  
As minhas componentes favoritas foram sem dúvida: as descrições violentas, algo doentias, dos crimes sádicos e macabros cometidos; o ambiente de pressão, dúvida e paranóia latente; e a abordagem da síndrome de Estocolmo. Apesar de não apreciar finais em aberto, gostei do dramatismo no desenlace final.
Em suma, foi uma obra que me surpreendeu bastante ao longo da sua leitura, algo inconstante mas que no final superou as expectativas iniciais. Após um início conturbado, deixou-me rendida à evolução da estória e, principalmente, das personagens!
01:05 Publicada por Unknown 5