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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

"Intriga em Bagdade" de Agatha Christie [Opinião Literária]





Título: Intriga em Bagdade
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº35)




18:35 Publicada por Mónica Silva 6

sábado, 4 de janeiro de 2014

"Cartas na Mesa" de Agatha Christie [Opinião Literária]




Título: Cartas na Mesa
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº18) / Inspetor-chefe Battle (nº3) / Hercule Poirot (nº13)



22:46 Publicada por Mónica Silva 4

domingo, 29 de dezembro de 2013

"Destino Desconhecido" de Agatha Christie [Opinião Literária]




Título: Destino Desconhecido
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº65)




00:04 Publicada por Mónica Silva 0

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

"Os Cinco Relógios" de Agatha Christie [Opinião Literária]




Título: Os Cinco Relógios
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº38) / Hercule Poirot (nº32)




18:50 Publicada por Mónica Silva 2

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"A Menina na Falésia" de Lucinda Riley [Opinião Literária]






Título: A Menina na Falésia
Autora: Lucinda Riley
Editora: Edições Asa




18:40 Publicada por Mónica Silva 2

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

"Uma Promessa Para Toda a Vida" de Nicholas Sparks [Opinião Literária]




Título: Uma Promessa Para Toda a Vida
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Edições Asa






23:22 Publicada por Mónica Silva 0

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"Na Hora H" de Agatha Christie [Opinião Literária]




Título:
 Na Hora H
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº41) / Inspetor-chefe Battle (nº5)





17:04 Publicada por Mónica Silva 2

domingo, 17 de novembro de 2013

"O Cão da Morte" de Agatha Christie [Opinião Literária]

Título: O Cão da Morte

Autora: Agatha Christie

Editora: Edições Asa

Coleção: Obras de Agatha Christie (nº44)

Sinopse:

Uma marca de pólvora com a forma de um cão; um presságio do “outro mundo”; uma casa assombrada; uma reunião aterradora; um caso de dupla personalidade; um pesadelo recorrente; uma amnésia súbita; uma levitação; um misterioso pedido de socorro… Doze casos inexplicados – e aparentemente inexplicáveis – cujo desfecho requer o génio “sobrenatural” de uma Agatha Christie.

Opinião:

Nesta coletânea de pequenos contos, a Rainha do Crime revela-se também numa mestre do sobrenatural, produzindo enigmas aterradores e aparentemente irresolúveis.

Estes doze contos são perfeitamente assustadoras e ideais para quem procura uma leitura leve e gosta de estórias insólitas. Não é propriamente uma obra de terror puro, mas deixará certamente qualquer leitor arrepiado.

Como favoritos posso eleger o “O Cão da Morte” que partilha o título da obra e a inicia de uma forma brilhante, preparando o leitor para o tipo de estórias que o precedem, e “O Quarto Homem”, que questiona os limites da sanidade mental e o que faríamos quando a nossa própria mente se torna no nosso pior inimigo.  

Mesmo fora do seu registo habitual, o cunho pessoal da autora está sempre presente, com os seus finais surpreendentes que farão os mais céticos ponderar a existência de forças muito para além daquilo que podemos compreender ou explicar!

A obra perfeita para quem aprecia um bom susto de vez em quando!

23:33 Publicada por Mónica Silva 2

terça-feira, 24 de setembro de 2013

"Sapatos de Rebuçado" de Joanne Harris [Opinião Literária]

Título: Sapatos de Rebuçado
Autora: Joanne Harris
Editora: Edições Asa
Coleção: Trilogia Chocolate (nº2)

Sinopse:
Após ter abandonado a aldeia de Lansquenet-sur-Tannes, cenário de Chocolate, Vianne Rocher procura refúgio e anonimato em Paris, onde, juntamente com as suas filhas Anouk e Rosette, vive uma vida pacífica, talvez até mesmo feliz, por cima da sua pequena loja de chocolates. Não há nada fora de comum que as destaque de todos os outros. A tempestade que caracterizava a sua vida parece ter acalmado... Pelo menos até ao momento em que Zozie de l’Alba, a mulher com sapatos de rebuçado, entra de rajada nas suas vidas e tudo começa a mudar… 
Mas esta nova amizade não é o que parece ser. Impiedosa, retorcida e sedutora, Zozie de l’Alba tem os seus próprios planos - planos que vão despedaçar o mundo delas. E com tudo o que ama em jogo, Vianne encontra-se perante uma escolha difícil: fugir, tal como fez tantas outras vezes, ou confrontar o seu pior inimigo… 
Ela própria.

Opinião:
Neste segundo volume de uma trilogia tão doce como chocolate, acompanhamos Vianne Rocher, com uma nova identidade e novos desafios à espreita para perturbar a sua recente vida pacata e incógnita em Paris.  
Na verdade, a protagonista que tanto me encantou em Chocolate surge com uma personalidade completamente distinta. Vianne é neste volume uma mulher apagada, temerosa, sem qualquer réstia da vivacidade que a caracterizava. Apesar de entender a sua necessidade de fugir ao passado, nunca percebi completamente esta mudança de carácter tão súbita. Por conseguinte, acabou por se tornar numa personagem vazia e irritante.
Pelo contrário, adorei a oportunidade de explorar a personalidade de Anouk – filha de Vianne –, que neste livro já não é uma simples menina, é uma jovem a descobrir-se a si mesma e aos seus poderes.
Mas o verdadeiro foco da estória é Zozie, uma mulher intensa e enigmática, que fará tudo ao seu alcance para atingir os seus objetivos. Uma personagem que retrata precisamente a ilusão das aparências, que por detrás de uma imagem de amizade e dedicação, encerra um mundo de truques e segredos obscuros.
Quanto ao enredo, este pareceu-me algo desconexo, sem grande interesse ou objetivo final durante a primeira metade do livro, com alguns momentos um pouco forçados e que se arrastaram por demasiadas páginas. Ainda assim, a autora compensa com a reintrodução de Roux, e a sua relação com Vianne trouxe ternura, romance e um propósito à estória.
E claro, como posso negar o prazer de ler acerca da confeção de doces? A escrita é tão vívida, tão sensorial, que quase saboreio o chocolate ao folhear as páginas. Porém, após a conclusão desta leitura, não posso deixar de sentir que este segundo volume carece alguma da magia do primeiro, pecando pelo excesso de floreados sem grande substância. Ainda assim, aconselho a quem pretenda uma leitura leve, um romance delicioso, um breve sustento tanto para o estômago como para a alma.

23:44 Publicada por Mónica Silva 7

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"Morte nas Nuvens" de Agatha Christie [Opinião Literária]

Título: Morte nas Nuvens
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº34) / Hercule Poirot (nº11)

Sinopse:
O seu lugar no avião era perfeito para observar os companheiros de voo. À direita de Hercule Poirot estava uma bonita jovem, visivelmente atraída por outro passageiro; mais à frente, no número 13, sentava-se uma condessa com um vício que tinha dificuldade em dissimular; no número 8, alguém estava a ser incomodado por uma agressiva vespa. Do que Poirot não se apercebeu foi do cadáver que estava sentado atrás dele

Opinião:
Desta vez somos transportados para um cenário bastante invulgar para um crime: um homicídio a bordo de um avião! Obviamente, a lista de suspeitos é extremamente reduzida e cabe a Hercule Poirot desvendar o autor de tão intrincado plano.
O enredo segue os moldes típicos do género policial que popularizou a autora, em que Poirot parece estar sempre um passo à frente da polícia e, consequentemente, do leitor. O desenlace final mantém o elemento surpresa com que a autora já nos habituou, apesar de ser mais improvável e irrealista do que o costume, mas ainda assim interessante e surpreendente.
Uma leitura rápida, fluída e envolvente, ideal para quem quer assumir o papel de investigador nas suas horas livres!
18:43 Publicada por Mónica Silva 10

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"Mrs. McGinty Está Morta" de Agatha Christie [Opinião Literária]

Título: Mrs. McGinty Está Morta
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº57) / Hercule Poirot (nº27)

Sinopse:
Mrs. McGinty está morta.
Como é que ela morreu?
De joelhos como eu.
Assim reza um jogo infantil… infelizmente para a verdadeira Mrs. McGinty, o que deveria ser apenas uma brincadeira de crianças assumiu contornos bem reais. Foi encontrada morta, os seus aposentos destruídos. O assassino procurava algo com tal desespero que chegou a levantar as tábuas do soalho. O que terá motivado tão bárbaras acções?
Poderá a resposta estar num recorte de jornal que a vítima guardara dois dias antes da sua morte? Com um assassino desesperado à solta, Hercule Poirot terá de se manter vivo a todo o custo para descobrir… 

Opinião:
Este é mais um excelente exemplar da mestria de Agatha Christie em criar um homicídio profundamente enigmático, um verdadeiro desafio para as “celulazinhas cinzentas” do brilhante detetive Hercule Poirot. Contudo, este crime tem uma particularidade: o assassino já foi descoberto e condenado mas será este o verdadeiro culpado? Cabe a Poirot explorar as dinâmicas de uma pequena aldeia e descobrir um assassino que se esconde no meio da pacatez desta comunidade.
O protagonista, Hercule Poirot, é o ponto forte em qualquer das suas estórias. Para além da genialidade do seu intelecto, as suas idiossincrasias são tremendamente divertidas! Neste livro em particular, Poirot é forçado a instalar-se numa pensão mal gerida, o que origina episódios muito caricatos devido à incredulidade do detetive perante tanta incompetência doméstica! De igual modo, também visitante na aldeia e hóspede de uma das patroas da vítima, encontra-se Ariadne Oliver, uma personagem que também adiciona bastante humor a qualquer diálogo.
O desenlace final foi em certa medida previsível, com exceção de alguns detalhes. Porém, esta é mais uma das obras de Christie com os ingredientes perfeitos para um policial: mistério, ação e uma boa dose de humor! 
16:23 Publicada por Mónica Silva 7

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"Deusa do Mar" / "Renascida" de P.C. Cast [Opinião Literária]


Título: Deusa do Mar / Renascida
Autora: P.C. Cast
Editora: Edições Asa
Coleção: Série das Deusas (nº1)

Sinopse:
Christine Canady, CC, é sargento da Força Aérea e no dia do seu 25º aniversário, já depois de uns quantos copos de champanhe a mais, faz uma dança em cima do balcão do bar pedindo à deusa da terra um pouco mais de magia na sua vida.
No dia seguinte, o seu voo com destino ao médio oriente, num C-130, termina num desastre com o avião a despenhar-se no Oceano. Quando pensava que o seu destino estava traçado e a sua morte era certa, ela apercebe-se de que está a respirar debaixo de água e se encontra perante a mais bela sereia que poderia imaginar.
Concedendo à sereia o desejo de ser humana, elas trocam de consciência e em breve CC vê-se imersa nas intrigas da corte das sereias, e com dificuldade em resistir aos encantos do pretendente real.
Mas, o desejo de voltar a terra vai fazer com que CC se cruze com o cavaleiro dos seus sonhos, vendo-se envolvida num arrebatador triângulo amoroso.

Opinião:
Esta é uma recriação abstrata da estória da Pequena Sereia, abordando uma jovem mulher, sargento na Força Aérea, que durante um desastre aéreo troca de corpo com a filha de Poseidon e assume uma nova identidade como sereia. Um conceito interessante, uma nova visão de um conto marinho que prometia romance, intriga e humor mas que não atingiu o seu potencial.
Relativamente à narrativa marítima, as descrições constituem a melhor parte do livro! O leitor é levado numa jornada visualmente intensa, com belíssimas descrições do mundo marinho, constituindo o cenário ideal para a temática que a autora se propôs a explorar. A própria mitologia dos deuses e das sereias é interessante e apelativa.
Contudo, a autora rapidamente perde o rumo à estória, não aproveitando os melhores atributos do próprio ambiente exótico que criou. Na verdade, um livro que se deveria focar no mar e na vida de uma sereia torna-se numa fraca tentativa de reflexão sobre a religião e a visão da mulher como fonte do pecado. As cenas no mosteiro foram despropositadas, sem grande interesse e monótonas. O único alívio era quando a protagonista regressava ao mar, aí residia a verdadeira magia da estória!
Com uma escrita acessível e fluída mas com personagens tão simples e unidimensionais e uma narrativa que perde o ritmo e interesse na grande maioria dos capítulos – com a notória exceção dos episódios no mar –, este livro só pode ser classificado como uma amarga desilusão. Uma obra com tanto potencial que merecia uma execução bem melhor!
15:59 Publicada por Mónica Silva 4

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

"Chocolate" de Joanne Harris [Opinião Literária]

Título: Chocolate
Autora: Joanne Harris
Editora: Edições Asa
Coleção: Trilogia Chocolate (nº1)

Sinopse:
A aldeia de Lansquenet-sur-Tannes tem duas novas moradores: Vianne Rocher, jovem mãe solteira, e a sua filha Anouk. Ambas correram mundo e querem agora estabelecer-se, pelo que Vianne pensa montar um negócio. Um negócio aromático e guloso mas, naquelas paragens, pouco comum: uma chocolataria com o nome de "La Céleste Praline".
Para a aldeia, "La Céleste Praline" e a sua encantadora proprietária são um sopro de ar fresco frente à tirania de Francis Reynaud, um jovem padre de uma austeridade a raiar o fanatismo, que não oculta o seu desagrado por um comércio demasiado sofisticado e "tentador", e que vê em Vianne um desafio à sua autoridade. Frente a ele, a jovem Vianne só pode apelar à alegria de viver das gentes de Lansquenet...
Chocolate é um repertório de sabores, descritos de uma maneira tão viva que quase se sentem; é também uma galeria de personagens ternos e cruéis, amáveis e odiosos, sempre intensos e credíveis. Mas é sobretudo um romance tão ameno, tão rico e variado, que deixará nos seus leitores uma impressão imorredoira.

Opinião:
Este é um romance que merece ser saboreado, uma vívida estimulação para todos os sentidos do leitor. Uma estória rica em gastronomia, intriga e espiritualidade, que suscitará uma reflexões profundas sobre a condição humana.
As personagens constituem um conjunto eclético de personalidades, uma caricatura vibrante de uma pequena comunidade. Vianne é uma protagonista forte, com crenças bem assentes e um carácter determinado. Sem dúvida a força motriz que dirige a evolução das restantes personagens, Vianne é uma mulher que sabe atingir o âmago das pessoas. A sua relação com a filha, Anouk, é simplesmente enternecedora, enquanto se debate com as saudades da sua falecida mãe e, paralelamente, com o ressentimento pela vida nómada que lhe foi imposta. Assim surge uma questão interessante sobre a essência da condição humana: o que será mais importante? Uma multitude de experiências, lugares, relações com inúmeras pessoas, em detrimento de uma existência constante? Ou finalmente assentar e aprofundar estas relações?
De igual modo, esta obra aborda a temática da religião versus espiritualidade, estabelecendo um contraste entre o fanatismo tirano do padre Francis Reynaud e os ideais esotéricos de Vianne. Francis é uma personagem odiosa, terrivelmente obtuso, um homem que, algo inconscientemente, prefere pregar o ódio em vez do amor pelo próximo.  
Porém, o ponto forte da narrativa consiste nas descrições dos alimentos, dos doces em particular, que são absolutamente deliciosas. Um aviso ao leitor: prepare-se para ser acometido por desejos irreversíveis dos doces mais improváveis, repletos de especiarias exóticas e ingredientes extravagantes. A narrativa é fluída, impregnada pelos cheiros e sabores de todas estas iguarias.
No entanto, no final da leitura senti-me algo desiludida, senti um vazio perante algumas pontas soltas e questões em aberto que a autora despachou sem grandes conclusões. Algumas personagens poderiam ter sido mais exploradas, enquanto alguns pontos da estória mereciam ser mais desenvolvidos. Por conseguinte, creio que lhe faltou algo para se tornar uma leitura verdadeiramente marcante, ainda que possua uma magia inegável.
20:41 Publicada por Mónica Silva 2

quinta-feira, 11 de julho de 2013

"Tragédia em Três Actos" de Agatha Christie [Opinião Literária]

Título: Tragédia em Três Actos
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº33) / Hercule Poirot (nº10)

Sinopse:
São treze os convidados para um jantar que virá a ser particularmente infeliz para um deles: o reverendo Stephen Babbington, que se engasga com um cocktail e acaba por morrer. Quando o seu copo de Martini é enviado para análise, não há quaisquer vestígios de veneno – tal como Poirot previra. Mas para o grande detective belga, mais preocupante ainda é o facto de não existir absolutamente nenhum motivo para o crime...

Opinião:
Nesta obra, um jantar reúne treze convidados, uma ocasião supostamente feliz que é rapidamente arruinada pela constatação de que há um envenenador à solta. Um desafio árduo para as “celulazinhas cinzentas” do famoso detetive belga Hercule Poirot.
Mais um excelente policial, protagonizado por Poirot, uma personagem magnífica e que adiciona uma pitada de humor a uma estória macabra. De igual modo, também podemos rever uma personagem habitual no universo literário de Christie: Mr. Satterthwaite, protagonista de O Misterioso Mr. Quin, que proporciona alguma ajuda na resolução deste mistério. Contudo, acabei por sentir falta de Harley Quin, companheiro de aventuras de Mr. Satterthwaite, uma personagem bem mais dinâmica e interessante. No fundo, não achei que Mr. Satterthwaite tivesse contribuído muito para o enredo, para além de ser uma curiosidade para qualquer fã da autora.
O enredo não dececiona, mantém o suspense do princípio ao fim e culmina num final surpreendente! Nada de novo para a Rainha do Crime!
22:55 Publicada por Mónica Silva 7

sábado, 15 de junho de 2013

"As Investigações de Poirot" de Agatha Christie [Opinião Literária]

Título: As Investigações de Poirot
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº32) / Hercule Poirot (nº3)

Sinopse:
O que têm um comum uma estrela de cinema, um arqueólogo, uma criada francesa, um primeiro-ministro, uma viúva rica e um conde italiano? Crime e Hercule Poirot.
Pela mão da mais popular autora de policiais de todos os tempos, são ao todo onze intricados casos que Poirot, o mestre dos enigmas, terá de resolver.

Opinião:
Este livro é composto por onze contos, onze crimes resolvidos pelo genial detetive belga Hercule Poirot mas relatados pelo seu fiel companheiro, o Capitão Hastings. O leitor é presenteado com delitos para todos os gostos: roubos, raptos, homicídios, nada escapa às formidáveis “células cinzentas” do detetive.
Não destaco, porém, nenhuma estória em particular na medida em que estiveram todas no mesmo nível: uma combinação entre uma narrativa simples com um enredo bem delineado. Num número reduzido de páginas, Christie é capaz de criar uma boa estória, apesar de por vezes parecer que a sua resolução é demasiado célere.
No fundo, é a leitura adequada para quem procura uma dose rápida de uma boa estória criminal à la Christie, mas que me deixou a ansiar por ler um dos seus mistérios mais completos.
01:23 Publicada por Mónica Silva 2

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Crime em Hickory Road" de Agatha Christie [Opinião Literária]

Título: Crime em Hickory Road
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº31) / Hercule Poirot (nº29)

Sinopse:
Um surto de cleptomania numa residência estudantil não é propriamente o tipo de crime que desperta o interesse de Hercule Poirot. Mas quando o famoso detective vê que a lista de objectos roubados inclui um estetoscópio, umas calças velhas de flanela, uma caixa de bombons e um anel de diamantes encontrado num prato de sopa felicita a directora, Mrs. Hubbard, por este "belo e invulgar problema".
A lista não faz qualquer sentido. Mas para Poirot, sempre alerta, se se trata do trabalho de um qualquer ladrãozeco, porque estará toda a gente tão assustada?

Opinião:
Neste volume é-nos apresentada uma personagem pela qual os fãs de Poirot certamente nutrirão uma grande afeição: Miss Lemon, a sua eficaz e infalível secretária. Mas, quando esta chega excecionalmente atrasada e comete alguns erros, Poirot inevitavelmente desconfia que algo mais estará por trás de tão incaracterística atitude. O verdadeiro motivo levará Poirot a uma pensão para estudantes estrangeiros, governada pela irmã de Miss Lemon, onde ocorrem roubos e atos de vandalismo inexplicáveis.
Quando estes acontecimentos bizarros dão lugar a homicídios a sangue frio, Poirot terá de pôr as suas “celulazinhas cinzentas” a funcionar. No meio de um rol de personagens exóticas e caricatas, é difícil discernir o motivo para tantos eventos aparentemente não relacionados. Apesar de ter algumas suspeitas, não consegui deslindar este mistério. Mais um policial que me deixou rendida às capacidades geniais de Agatha Christie.
22:14 Publicada por Mónica Silva 0

terça-feira, 7 de maio de 2013

"Morte no Nilo" de Agatha Christie [Opinião Literária]

Título: Morte no Nilo
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº30) / Hercule Poirot (nº15)

Sinopse:
A tranquilidade de um cruzeiro ao longo do Nilo é ensombrada pela descoberta do cadáver de Linnet Ridgeway. Ela era jovem e bela; e tinha tudo… até perder a vida! Hercule Poirot apercebe-se de que, a bordo do navio, todos os passageiros são possíveis assassinos: pelas mais diversas razões, todos tinham algo a apontar a Linnet. Mas quem terá sido levado ao acto extremo de a alvejar? Ainda que tudo aponte para a mesma pessoa, o detective cedo descobre que naquele cenário exótico nada é exactamente o que parece.

Opinião:
Mais uma obra que me deixou rendida à escrita de Agatha Christie: fluída e maravilhosamente simples, ao mesmo tempo repleta de subtis indícios que constroem todo o mistério. Ambientada no exóticos cenários do Egito – um país pelo qual nutro um eterno fascínio –, esta estória deixou-me completamente envolvida. Ao virar de cada página dava por mim a analisar personagens, a colher pistas e a procurar motivos, tudo para tentar deslindar quem desferiu o derradeiro golpe assassino. Só a Rainha do Crime me consegue envolver tanto numa investigação criminal!
Nesta obra é apresentado um leque de personagens extremamente variado e rapidamente nos apercebemos que todos têm uma ligação à vítima, Linnet Ridgeway. Apesar da sua generosidade, simpatia e encanto natural, todos parecem ter um motivo muito particular para a matar. É nesta atmosfera de desconfiança e ressentimento que o famoso e genial detetive Hercule Poirot terá de pôr à prova as suas capacidades enquanto perito na mente humana.
Como já seria de esperar, não consegui descobrir o assassino. A revelação final foi uma surpresa total e todos os pequenos pormenores, aparentemente irrelevantes, quando juntos e explicados por Poirot fizeram todo o sentido! Indubitavelmente uma das minhas obras favoritas de Agatha Christie!
17:00 Publicada por Mónica Silva 4