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sexta-feira, 29 de março de 2013

"Marley & Eu: a vida e o amor do pior cão do mundo" de John Grogan [Opinião Literária]


Título: Marley & Eu: a vida e o amor do pior cão do mundo
Autor: John Grogan
Editora: Casa das Letras

Sinopse:
A história enternecedora e inesquecível de uma família e do seu cão mal comportado que ensina o que realmente importa na vida.
Chamavam-se John e Jenny, eram jovens, apaixonados e estavam a começar a sua vida juntos, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para casa Marley, "um bola de pêlo amarelo em forma de cachorro", que, rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos. Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, esgadanhava paredes, babava-se todo por cima das visitas, roubava roupa interior feminina e abocanhava tudo a que pudesse deitar o dente. De nada lhe valeram os tranquilizantes receitados pelo veterinário, nem, tão pouco, a "escola de boas maneiras", de onde, aliás, foi expulso.
Só que Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Partilhou a alegria da primeira gravidez do casal e o seu desgosto com a morte prematura do feto, esteve sempre presente no nascimento dos bebés ou quando os gritos de uma vítima de esfaqueamento ecoaram pela noite dentro. Conseguiu ainda a "proeza" de encerrar uma praia pública e arranjou um papel numa longa-metragem, através do qual se fartou de "conquistar" corações humanos.
A família Grogan aprendeu, na prática, que o amor se manifesta de muitas maneiras... e feitios.

Opinião:
Esta é uma estória verídica, narrada na primeira pessoa por um jornalista americano que resolveu admitir na sua vida um pequeno ser de quatro patas, que se viria a tornar no seu melhor amigo e fiel companheiro durante treze anos. Num conjunto de crónicas que acompanham esta jornada atribulada, o autor revela as mais importantes lições de vida que aprendeu, todas elas através do seu cão, Marley.
Marley é provavelmente a representação fidedigna de todos os piores pesadelos de um dono de cães: desobediente, destrutivo, ladrão, irrequieto, arruaceiro, uma verdadeira dor de cabeça! Mas quando os seus donos, John e Jenny, se abstraem de todas as peripécias que este cão cometeu, rapidamente se apercebem das qualidades que suplantam os seus defeitos. Marley é uma criatura absolutamente feliz, apaixonado pela vida e pelas pequenas alegrias que esta lhe proporciona, e que vive a vida como se não houvesse amanhã. E não será esta a melhor maneira de viver?
Alternando entre as atribulações de Marley, descritas com um sentido de humor brilhante, e os momentos de sentimentalismo mais profundos, o autor comprova a sua capacidade em abranger ambos os registos e de despertar as emoções mais intensas no leitor. Qualquer dono de cães rever-se-á certamente em alguns dos episódios mais caricatos, mas recomendo sem reservas a quem não possui este tipo de companheiro nas suas vidas.
A mensagem que esta obra transmite é muito forte: o amor é uma linguagem universal e pode vir em várias formas e feitios, mesmo onde menos esperamos! É um livro que enaltece o respeito e a dignidade que estes animais merecem, uma simples reflexão sobre a efemeridade da vida e o valor dos pequenos momentos que por vezes tomamos como garantido… No fundo, Marley foi um animal que demonstrou ao longo da sua vida quais deveriam ser os verdadeiros princípios da humanidade!
O final é, obviamente, extremamente emocional. Não fui capaz de conter as lágrimas perante a despedida de um animal que tanta felicidade trouxe a uma família. Assim, como posso cotar um livro que me comoveu desta maneira, que me revolveu as entranhas só de pensar na possibilidade de um dia ser esta a minha experiência, de vivenciar a perda do meu animal de estimação, do meu amigo mais fiel? Portanto, mesmo não sendo uma obra-prima, talvez nem sequer um grande exemplar de literatura, tenho que lhe dar 5 estrelas pelas emoções que é capaz de despertar no leitor!
00:33 Publicada por Unknown 8

quinta-feira, 28 de março de 2013

"O Azul da Baía" de Nora Roberts [Opinião Literária]

Título: O Azul da Baía
Autora: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência
Coleção: A Saga da Baía de Chesapeake (nº4)

Sinopse:
Seth Quinn chegou finalmente a casa. Foi uma viajem longa. Depois de uma infância complicada com uma mãe toxicodependente, foi acolhido pela família Quinn e cresceu com três irmãos mais velhos que o protegeram e amaram. Agora, um homem feito e de regresso da Europa como um pintor aclamado, Seth instala-se perto dos seus irmãos: Cam, Ethan e Phil, bem como das suas mulheres e filhos. O seu sonho? Uma casa branca, um barquinho na doca, uma cadeira de baloiço no alpendre e um cachorro a seus pés. Mas muita coisa mudou na pequena vila desde que Seth partiu para a Europa e a mais intrigante de todas é a presença da jovem Dru Banks. Uma rapariga da cidade que abriu uma loja de flores junto ao mar, ela procura independência e o desafio de conseguir algo sozinha, sem a influência da sua poderosa família. Em Seth ela vê outro desafio... um desafio a que não consegue resistir. Mas há uma tempestade no horizonte que vai testar esta relação aos limites. O passado de Dru fez dela uma mulher com dificuldade em confiar. E o de Seth tornou-o alvo de uma chantagem... quando um segredo que ele sempre manteve escondido ameaça vir ao de cima e destruir não só a sua nova vida mas também o seu amor e os seus irmãos.

Opinião:
Em O Azul da Baía a estória desenrola-se cerca de vinte anos após os acontecimentos relatados nos volumes anteriores. Assim, seguimos a vida de Seth, o último dos irmãos adotados pela família Quinn. O jovem assustado, tímido e profundamente marcado por uma infância trágica, tornou-se num pintor talentoso, um homem criativo, carismático e determinado. Porém, tal como os seus irmãos, o passado volta para o assombrar, na forma da sua mãe biológica, uma mulher repugnante e detestável.
Mas para o ajudar a ultrapassar estas dificuldades surge Drusilla, uma mulher cuja confiança nos homens se encontra tremendamente afetada por uma traição. Profundamente magoada, Dru encontra em Seth um bálsamo para as suas feridas. De toda a saga, este foi o romance que menos me encantou inicialmente, mas que depois encontrou o rumo para o meu coração.
A minha parte favorita, contudo, foi observar como o resto da família cresceu no espaço de vinte anos e como os irmãos de Seth, no fundo, não mudaram nada: Cameron continua impetuoso e as suas discussões com Anna são deliciosamente divertidas; Ethan ainda apresenta o seu feitio calmo e ponderado, complementando a doçura de Grace; e Phillip mantém o seu lado racional e o seu humor sarcástico, ao lado da encantadora Sybil.
Assim, é com este livro que me despeço de uma saga que me encantou e ofereceu uma amálgama de emoções intensas, com a qual aprendi que uma segunda oportunidade, repleta de amor e ternura, pode reparar o coração quebrado de uma criança e proporcionar-lhe um futuro longe das feridas do passado.
00:49 Publicada por Unknown 5

terça-feira, 26 de março de 2013

"Os Treze Enigmas" de Agatha Christie [Opinião Literária]

Título: Os Treze Enigmas
Autora: Agatha Christie
Editora: Edições Asa
Coleção: Obras de Agatha Christie (nº25) / Miss Marple (nº2)

Sinopse:
Numa terça-feira à noite, um grupo de amigos junta-se em casa de Miss Marple e a conversa decorre em torno de crimes por resolver. Cada um dos participantes está convencido de que é melhor conhecedor da natureza humana do que os restantes, o que dá o mote à criação do Clube das Terças-feiras, ocasião para que cada um deles apresente um caso do qual apenas o próprio sabe a solução. Caberá a todos os outros convivas provar até que ponto são bons observadores e ouvintes e tentar deslindar os sucessivos mistérios. As noites em St. Mary Mead passam, pois, a ser dedicadas ao crime…

Opinião:
Este livro é constituído por treze contos, mistérios contados por diferentes participantes num convívio dinamizado pela sempre perspicaz, sempre atenta, Miss Marple. Ninguém melhor do que ela para analisar diferentes estórias e, com o seu conhecimento sobre a natureza humana, desvendar o que jaz por trás dos mistérios aparentemente insolúveis.
Todos os contos encontram-se bem desenvolvidos, intrigantes e sempre com reviravoltas que me deixaram boquiaberta. Por este motivo, simplesmente não consigo eleger um favorito.
Para quem adora mistérios, este livro é perfeito porque encerra treze estórias invulgares e surpreendentes, com o cunho da Rainha do Crime, Agatha Christie.
21:16 Publicada por Unknown 2

segunda-feira, 25 de março de 2013

"O Circo dos Sonhos" de Erin Morgenstern [Opinião Literária]

Título: O Circo dos Sonhos
Autora: Erin Morgenstern
Editora: Civilização Editora

Sinopse:
Um misterioso circo itinerante chega sem aviso e sem ser precedido por anúncios ou publicidade. Um dia, simplesmente aparece. No interior das tendas de lona às listas pretas e brancas vive-se uma experiência absolutamente única e avassaladora. Chama-se Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos) e só está aberto à noite.
Mas nos bastidores vive-se uma competição feroz – um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, que foram treinados desde crianças exclusivamente para este fim pelos seus caprichosos mestres. Sem o saberem, este é um jogo onde apenas um pode sobreviver, e o circo não é mais do que o palco de uma incrível batalha de imaginação e determinação. Apesar de tudo, e sem o conseguirem evitar, Celia e Marco mergulham de cabeça no amor – um amor profundo e mágico que faz as luzes tremerem e a divisão aquecer sempre que se aproximam um do outro.
Amor verdadeiro ou não, o jogo tem de continuar e o destino de todos os envolvidos, desde os extraordinários artistas do circo até aos seus mentores, está em causa, assente num equilíbrio tão instável quanto o dos corajosos acrobatas lá no alto.

Opinião:
Esta leitura foi um autêntico assalto aos sentidos, uma estória onde a magia ganha uma nova dimensão e onde os sonhos não são mais do que uma mera extensão da vida. É uma obra com todos os ingredientes para uma experiência extraordinária, cujo desprendimento da realidade enfeitiça e provoca a nossa imaginação.
As descrições do Circo dos Sonhos são estonteantes. Não há nada melhor para um leitor do que um ambiente tão profundamente mágico, tão rico em detalhes preciosos, capaz de embrenhar qualquer um na essência deste circo. Apesar do seu glamour a preto e branco, não tem nada de enfadonho ou aborrecido. Cada tenda descrita e cada encantamento demonstrado é uma fonte de fascínio e deslumbramento. O mais interessante é que a magia neste livro não é retratada como a típica ilusão criada por efeitos óticos que se quer fazer passar por magia, é na verdade uma magia pura e verdadeira, tão perfeita que aos olhos dos comuns mortais só poderá ser uma ilusão. Por conseguinte, estamos perante um espetáculo muito diferente, inesperado, vertiginoso.
A própria capa e o grafismo do livro remetem para uma elegância sóbria, uma beleza subtil e enigmática. Nunca tive o prazer de ver uma edição que captasse tão fielmente o espírito da estória, principalmente um ambiente tão etéreo e formidável como a autora criou.
No centro deste mundo circense jaz uma estória de um amor impossível, um romance muito especial entre duas personagens com um poder em comum mas métodos diferentes. Celia e Marco são duas versões do mesmo dom, da mesma maldição que os compele um para o outro. Este é um romance tragicamente belo, talvez um pouco irreal, mas em sintonia com o mundo extraordinário que os rodeia.  
A competição que domina o enredo principal não é um duelo assente em confrontos físicos ou batalhas explosivas, mas sim um jogo de perícia, indireto e imaterial, com consequências belíssimas para o Circo dos Sonhos. Esta competição abstrata e subtil travada entre Marco e Celia enquadra-se perfeitamente no ambiente mágico do circo, complementando-o e perpetuando o encantamento.
As restantes personagens complementam perfeitamente o enredo. Cada uma desempenha um papel relevante, com as suas capacidades únicas e as suas idiossincrasias. Todas elas fervilham de vida, de excentricidade, de magia! O fascínio e paixão pelo circo que estas personagens transmitem atravessa as páginas do livro e atinge diretamente o coração do leitor.
A narrativa é pontuada por saltos temporais que adicionam mais dinâmica e enigma à estória, embora requeiram redobrada atenção. Outro aspeto muito positivo são as passagens em que a autora dirige a sua voz diretamente ao leitor, introduzindo-o neste fenómeno circense, criando uma proximidade invulgar mas tremendamente eficaz.
Com uma escrita fluída e delicada, Erin Morgenstern cria uma verdadeira ilusão para o leitor: as suas palavras transcendem o imaginário, fizeram-me acreditar que fazia parte deste mundo de sonhos. É quase um conto de fadas, contado de uma forma magistral! Não é o livro adequado para quem espera um romance realista e factual, mas aconselho vivamente a todos os que dispõem de uma mente aberta e um espírito sonhador.
23:58 Publicada por Unknown 2

"Porto de Abrigo" de Nora Roberts [Opinião Literária]

Título: Porto de Abrigo
Autora: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência
Coleção: A Saga da Baía de Chesapeake (nº3)

Sinopse:
Phillip é o único dos três irmãos Quinn que ainda se mantém solteiro. Com muita força de vontade, vai conseguindo conciliar um emprego exigente com os novos deveres familiares, ou seja, ajudar a cuidar de Seth, o irmão adoptivo. Quando a Dra. Sybil Griffin aparece na vila com o objectivo de pesquisar para um livro que pretende escrever, Phillip não pode deixar de reparar nela, afinal, Sybil é uma mulher misteriosa que agita os seus sentidos e ameaça roubar o seu coração. E se é verdade que Sybil também não pode negar a atracção que sente pelo carismático Phillip, o segredo que a liga ao jovem Seth pode deitar tudo a perder... e destruir a própria família Quinn.

Opinião:
Neste livro seguimos a perspetiva de Phillip, um dos jovens problemáticos adotados por Ray e Stella Quinn. Agora adulto, é um homem bem sucedido, carismático, moderno, pragmático e algo resmungão. Confesso que nos volumes anteriores considerava esta personagem demasiado fútil e superficial mas não podia estar mais errada! Por detrás desta máscara de requinte, encontra-se um homem gentil, meigo, com uma capacidade surpreendente para perdoar e um coração enorme.
Quando Sybil surge na sua vida, tudo mudará… drasticamente! Tal como Phillip, ela mantém cicatrizes escondidas bem no fundo do seu coração. Habituada a reprimir as suas emoções, Sybil aparenta uma postura fria e distante. Mais uma personagem enganadora! Sybil acaba por se revelar bastante emotiva, carente de amor e com receio de nunca o encontrar.  
E depois há o elo misterioso entre Sybil e Seth, que, quando finalmente revelado, revela o motivo pela sua adoção pela família Quinn. Todas estas revelações acerca do passado de Seth são surpreendentes mas acabam por ocupar uma grande parte do livro, sobrando menos tempo para o desenvolvimento da relação entre Phillip e Sybil. Mesmo assim, adorei este casal e os seus momentos apaixonantes!
A cada livro que leio desta saga mais me rendo à dinâmica adorável da família Quinn, com toda a sua cumplicidade, companheirismo, amizade e amor puro. Uma saga familiar indubitavelmente marcante!
13:54 Publicada por Unknown 4

quinta-feira, 21 de março de 2013

"Em Chamas" de Suzanne Collins [Opinião Literária]

Título: Em Chamas
Autora: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Coleção: Os Jogos da Fome (nº2)

Sinopse:
Pela primeira vez na história dos Jogos da Fome dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem de escolher entre matar ou morrer, para os espectadores de todos os distritos foi um acto de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar…

Opinião:
Após a leitura do primeiro volume desta saga, não hesitei em atirar-me de cabeça a este segundo livro. Logo após os acontecimentos finais de Os Jogos da Fome, acompanhamos o regresso de Katniss e Peeta ao Distrito 12 e à agitação que gradualmente se forma por toda a nação de Panem. O derradeiro ato de desespero efetuado por Katniss no final do volume anterior é o catalisador para uma rebelião que ferve dia após dia na maior parte dos distritos. A primeira parte deste livro é, portanto, um pouco mais passiva, mais orientada para as intrigas e manipulações do Capitólio e a revolta das populações, cansadas de serem oprimidas.
No entanto, o Capitólio prepara a sua vingança, na forma de mais uns Jogos da Fome, comemorando os seus 75 anos com uma edição especial, na qual os tributos são vencedores passados de cada Distrito. Katniss e Peeta são mais uma vez atirados para a arena e forçados a lutar pela sua sobrevivência. Contudo, os restantes tributos já não são jovens manipuláveis e temerosos, são lutadores e sobreviventes, com muitos truques escondidos nas mangas… Adorei o foco que é dado neste livro aos restantes tributos, pois permitiu que me envolvesse emocionalmente com estas personagens, tornando os capítulos na arena absolutamente entusiasmantes! Sem dúvida que compensou o ritmo mais lento da parte inicial do livro.
O enredo continua a apelar a uma consciência social mais humanista, na medida em que expõe o contraste entre os distritos responsáveis pelas atividades básicas, mais pobres, e os distritos associados à tecnologia, onde predomina a riqueza e o poder. É, pois, estabelecido um paralelismo com os países em desenvolvimento e os países desenvolvidos presentes na atualidade, caracterizada pelo fosso social que conhecemos tão bem. Suzanne Collins critica a sobrevalorização dos bens materiais e supérfluos, em detrimento dos recursos básicos à vida humana, assim como a exploração e exclusão social que incrementa a distância entre aqueles que detêm o poder e os que vivem na pobreza.
Katniss mantém-se uma protagonista excecional. É uma personagem muito realista, com dúvidas, defeitos e inseguranças que apenas contribuem para a criação de uma forte empatia com esta jovem. É o seu espírito crítico e a sua visão humana que estabelece o rumo para esta estória tão pujante. Uma saga a não perder!
20:52 Publicada por Unknown 4

quarta-feira, 20 de março de 2013

"Marés Altas" de Nora Roberts [Opinião Literária]

Título: Marés Altas
Autora: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência
Coleção: A Saga da Baía de Chesapeake (nº2)

Sinopse:
Esta é a história de três irmãos que regressam a casa para honrar o último pedido do seu pai: tratar e educar Seth, um rapaz problemático que precisa urgentemente de uma família. Mas regressar a casa vai ensinar aos três irmãos mais do que alguma vez sonharam sobre o verdadeiro significado da família. Dos três homens, Ethan era o que partilhava com o pai o amor pela costa de Maryland. E agora que o pai partiu para sempre, Ethan está determinado em fazer do negócio da família – a construção artesanal de barcos – um sucesso. Mas talvez esse nem seja o seu maior desafio... É que para além de Seth precisar de si mais do que nunca, há uma mulher que Ethan sempre amou mas nunca acreditou poder possuir. Conseguirá Ethan enfrentar um passado doloroso para criar o futuro com que sempre sonhou?

Opinião:
Mais uma estória linda acerca dos irmãos Quinn, desta vez com Ethan como foco principal. Tal como os seus irmãos, teve uma infância conturbada, vítima de abusos verbais e físicos, o que o tornou inseguro e cauteloso. Ethan é um homem sereno, calmo e ponderado, mas profundamente apaixonado por Grace, uma mulher lutadora e mãe solteira que fará tudo para garantir um futuro para a sua pequena filha. Contudo, Ethan não deixa transparecer os seus sentimentos, com receio de que o seu passado a possa afastar.
Por conseguinte, este volume adquire um ritmo mais suave e lento do que o anterior, o que condiz perfeitamente com a personalidade do protagonista. Este romance é apaixonado de uma forma doce e ternurenta. Apesar de por vezes ter sido frustrante acompanhar as ponderações e indecisões de Ethan, o seu amor por Grace é verdadeiramente tocante. No fundo, é uma relação baseada na amizade pura que gradualmente se torna em amor.
Para trazer alguma vivacidade ao enredo, também acompanhamos Anna e Cameron, agora casados mas nem por isso menos conflituosos, cuja relação é pontuada por discussões hilariantes. Adoro a maneira como Anna tenta manter os quatro irmãos na linha, agora com a ajuda de Grace.  
A relação entre os irmãos evolui cada vez mais e descobrimos novos aspetos do passado de Seth, devido ao súbito reaparecimento da sua mãe biológica. Mais um drama familiar como Nora Roberts bem sabe desenvolver: uma estória acessível, emotiva e com laivos de humor inigualáveis!
19:04 Publicada por Unknown 8

domingo, 17 de março de 2013

"Levado Pelo Mar" de Nora Roberts [Opinião Literária]

Título: Levado Pelo Mar
Autora: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência
Coleção: A Saga da Baía de Chesapeake (nº1)

Sinopse:
Levado pelo Mar conta a história de três irmãos, Cameron, Ethan e Philip, antigos jovens delinquentes adoptados por Raymond e Stella Quinn. Os irmãos são tão diferentes uns dos outros quanto é possível, mas têm em comum um imenso amor pelo casal que os adoptou e criou. Agora, adultos e por conta própria, têm de voltar à casa da família para honrar o último pedido do pai...
Campeão de corridas de barcos, Cameron Quinn viajou pelo mundo esbanjando as suas vitórias em champanhe e mulheres. Mas quando na hora da morte o pai o chama para cuidar de Seth, um jovem problemático como ele já fora um dia, a sua vida dá uma reviravolta. Depois de anos de independência, Cameron tem de reaprender a viver com os irmãos, enquanto luta para cozinhar, limpar e cuidar de um rapaz complicado. Antigas rivalidades e novos ressentimentos despertam entre os irmãos, mas tudo terão de fazer para que Seth não saia prejudicado. Pois no final, será uma assistente social que decidirá o destino de Seth e, tão dura quanto bonita, ela tem o poder de unir os Quinn... ou de os separar para sempre.

Opinião:
Este livro deixou-me rendida às capacidades de Nora Roberts para enredar uma estória belíssima com personagens fascinantes e momentos românticos, divertidos e intensos. Neste caso, o registo mantém-se mas a perspetiva é um pouco diferente: a estória centra-se em personagens masculinas: três homens e um rapaz, uma família inconvencional!
Três homens, irmãos mas não de sangue, acolhidos por Stella e Ray Quinn, que lhes proporcionaram um escape aos seus passados traumatizantes e violentos. É neste novo lar que aprendem a amar e a serem amados, afastando-se dos maus tratos da infância. Agora, os três terão que cumprir o último desejo de Ray: cuidar de Seth, um rapaz problemático e com um passado complicado.
O foco deste primeiro volume é Cameron, um homem independente, famoso e habituado ao luxo e à luxúria, que não pretende compromissos. E que compromisso maior poderá haver do que adotar um jovem? Apesar da sua reticência inicial, é visível a crescente afeição que os irmãos desenvolvem entre si, com momentos absolutamente enternecedores. Como é óbvio, numa casa repleta de homens a confusão é inevitável! Adorei as descrições hilariantes da inaptidão de Cam nas lidas domésticas!
Para completar este delicioso enredo, surge Anna Spinelli, a assistente social encarregue do caso de Seth, que acabará por mudar o mundo de Cam. Ambos têm uma química incrível, um fogo imparável, com discussões acesas e momentos amorosos.
Em suma, mesmo através de um ponto de vista masculino, Nora Roberts cria um excelente retrato de como o amor, a amizade e a família podem curar as feridas de um passado infeliz.
16:20 Publicada por Unknown 5

terça-feira, 12 de março de 2013

"Os Jogos da Fome" de Suzanne Collins [Opinião Literária]

Título: Os Jogos da Fome
Autora: Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
Coleção: Os Jogos da Fome (nº1)

Sinopse:
Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte, Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espetáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um ato de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade?

Opinião:
Situado num futuro pós-apocalíptico, este livro retrata o quotidiano na nação de Panem, emergida das cinzas após uma catástrofe que atingiu a América do Norte, governada por um regime totalitário. Neste contexto ditatorial, a Capitol – a sede do governo – decreta a ocorrência, todos os anos, de um espetáculo sangrento onde dois adolescentes de cada um dos 12 Distritos são obrigados a participar numa luta até à morte, onde apenas um poderá escapar com vida.
Através deste ambiente avassalador que a autora cria uma estória intensa e que predispõe o leitor a uma reflexão profunda sobre alguns componentes da condição humana. A primeira vertente é a abordagem dos limites do ser humano, isto é, até onde este é capaz de ir para sobreviver. É impossível não sentir a angústia e o terror palpáveis dos jovens tributos na arena. E aqui chegamos à outra fonte de reflexão: se já para o leitor é perturbador ler sobre tal acontecimento, o que dizer de uma sociedade que explora estes jovens para o entretenimento público? A autora consegue, portanto, estabelecer uma forte crítica ao voyeurismo e à cultura atual dos reality-shows.
A personagem principal, Katniss, é uma protagonista incrível. Uma jovem com um passado duro, forçada a crescer depressa de forma a assegurar a sua subsistência, mas principalmente a da irmã mais nova e da sua mãe. Katniss é inteligente, determinada e altruísta, capaz de tudo para manter a sua família em segurança. O momento em que se voluntaria para Os Jogos da Fome na vez da sua irmã marcou-me. Sem qualquer hesitação ou medo, esta jovem instintivamente oferece a sua própria vida para salvar a sua irmã. Mesmo ao longo da estória compreendemos que, apesar da máscara fria e compenetrada que construiu para se proteger, Katniss é uma jovem com um grande coração.
A estória é narrada na primeira pessoa, pela perspetiva de Katniss, o que significa que apenas temos acesso à sua experiência. Por conseguinte, somos poupados a algumas descrições mais macabras ou violentas, mas também a emoções que poderiam ter sido melhor exploradas. Com tantos acontecimentos subentendidos, gostaria que a carga emocional tivesse sido maior em alguns momentos, mas compreendo a necessidade de manter o teor mais juvenil, devido ao público-alvo. Na minha opinião, a autora perdeu algumas oportunidades para verdadeiramente levar a componente emotiva ao limite.
Confesso que fiquei agradavelmente surpreendida com a componente romântica neste livro. Uma vez que o foco de Katniss é a sua sobrevivência, não resta muito espaço para o romance, o que, na minha opinião, é uma lufada de ar fresco. Com tantos clichés relativamente a triângulos amorosos, é interessante observar a relutância de Katniss em se comprometer a qualquer avanço romântico, o que aguçou a minha curiosidade para os restantes volumes.
Esta é uma saga imperdível, de leitura compulsiva que, com uma escrita simples e acessível, reflete inúmeras emoções intensas e dramáticas. É bom saber que o género young-adult tem obras tão ricas e educativas como esta para oferecer!
17:23 Publicada por Unknown 21

quarta-feira, 6 de março de 2013

"Herança de Vergonha" de Nora Roberts [Opinião Literária]

Título: Herança de Vergonha
Autora: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência [Chá das Cinco]
Coleção: Trilogia da Herança (nº3)

Sinopse:
Shannon Bodine é ilustradora numa das mais prestigiadas agências de publicidade de Nova Iorque. Mas a sua vida dá uma reviravolta quando descobre a identidade do seu verdadeiro pai: um irlandês chamado Thomas Concannon. Respeitando a última vontade da falecida mãe, Shannon ganha coragem e viaja até à distante Irlanda. Mas quando lá chega, a sua solidão e vergonha desaparecem no acolhimento da família que ela nem sabia existir. E na linda paisagem irlandesa, impregnada de lenda e misticismo, Shannon descobre finalmente a possibilidade de um amor que estava predestinado... Herança de Vergonha termina a história das irmãs Concannon, mulheres dos nossos dias, ligadas pelo espírito intemporal da sua terra.

Opinião:
Neste último livro da Trilogia da Herança finalmente conhecemos a americana Shannon, a terceira filha de Tom Concannon e a irmã desconhecida de Maggie e Brianna. Fora do seu contexto natural – o ritmo agitado de Nova Iorque –, Shannon terá que enfrentar uma família cuja existência desconhecia. Será ela capaz de abraçar as suas origens e os laços de sangue que a ligam à Irlanda?  
Shannon é uma mulher moderna, elegante, sensual, prática e inteligente. Foi deveras interessante observar a sua rendição ao ambiente calmo e tradicional irlandês, principalmente para quem inicialmente parecia tão fechada à perspetiva de mudança. Para a ajudar a abrir a sua mente a este novo contexto encontra as suas irmãs Maggie e Brianna (cada uma à sua maneira) e claro, Murphy.
 Murphy é uma personagem encantadora, que foi desenvolvida progressivamente ao longo dos dois livros anteriores e com quem o leitor rapidamente simpatiza. É um homem simples, calmo e paciente, um amigo fiel, que sempre desempenhou o papel de irmão tanto para Maggie como para Brianna. Trabalhador, sonhador, com um grande talento para a música e uma fé inabalável na magia do passado, Murphy perde-se por completo num amor à primeira vista por Shannon. Contudo, poderá uma relação se desenvolver entre duas pessoas tão diferentes e com estilos de vida tão distintos? Para Murphy a resposta é afirmativa e, com a sua paciência e determinação, decide cortejar Shannon. Esta resiste perante a perspetiva de abandonar tudo o que sempre conheceu, a sua vida em Nova Iorque, por um destino completamente desconhecido. Por conseguinte, o ritmo nesta obra é mais lento mas nem por isso menos aprazível. O desenvolvimento desta relação, lento e gradual, fornece ao leitor momentos muito agradáveis e encantadores.  
Paralelamente ao florescer deste romance, as outras personagens que aprendemos a amar – Maggie e Rogan, Brianna e Grayson – prosseguem com o rumo natural das suas vidas. A família Concannon cresce cada vez mais, com os enjoos de Maggie e os pequenos e adoráveis Liam e Kayla.
Esta é uma saga familiar absolutamente imperdível! Um conjunto de personagens que terão sempre um lugar especial no meu coração e uma saga que permanece num pedestal no universo das minhas leituras!
17:45 Publicada por Unknown 8

domingo, 3 de março de 2013

"Herança de Gelo" de Nora Roberts [Opinião Literária]

Título: Herança de Gelo
Autora: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência [Chá das Cinco]
Coleção: Trilogia da Herança (nº2)
Sinopse:
Quando as tempestades do Inverno varrem a Irlanda, toda a gente fica dentro de casa e os turistas deixam de aparecer. Como tal, até a acolhedora estalagem de Brianna Concannon se transforma num lugar frio e vazio. Mas isso não é um problema para ela, pois se há coisa que Brianna adora é paz e sossego, mesmo quando o vento gelado uiva nas janelas. Grayson Thane é um escritor norte-americano que cresceu num orfanato e sempre viveu sozinho. Assombrado por um passado que anseia esquecer, chega à estalagem de Brianna à procura de isolamento e inspiração para o próximo romance. Mas o destino oferece-lhe muito mais do que isso. A beleza de Brianna conquista o seu olhar, e a serenidade dela apazigua a sua alma irrequieta. Mas poderá o fogo nascer em dois corações tão gelados?
Opinião:
Mais uma vez o leitor é transportado para as fascinantes paisagens da Irlanda, com a sua cultura e tradições encantadoras. Depois de acompanharmos a estória de Maggie, é a sua irmã Brianna que encarna o papel principal.
Brianna é uma mulher doce, pacífica e altruísta. Subjacente à sua natureza demasiado passiva está a sua vontade de agradar a tudo e todos, em detrimento da sua própria felicidade. O completo oposto de Maggie, Brianna sempre optou por acatar as ordens da sua mãe tirana, Maeve, e sujeitar-se às suas humilhações. Contudo, ao longo da narrativa, Brianna floresce longe da sombra opressiva de Maeve, adquirindo uma força e determinação impressionantes. Finalmente aprende a lutar pelos seus sonhos, independentemente do que os outros pensam! Esta evolução da personagem fascinou-me e criei uma grande empatia com Brianna pois ela é a prova que mesmo alguém mais recatado pode primar pela sua força de vontade.
Para adicionar a este drama familiar, com a morte do pai, Maggie e Brianna descobrem que possuem uma irmã, bastarda do pai – uma revelação que trará grandes reviravoltas nas vidas de ambas e de todos os que as rodeiam. Este livro constitui o segundo volume de uma trilogia, com cada livro focando uma irmã diferente nas suas respetivas fugas da disfunção familiar que sofreram, em busca da possibilidade de construir uma família baseada no amor, no carinho e na ternura. Brianna, mais uma vez revelando uma surpreendente força de vontade, não desistirá de encontrar e contactar esta sua irmã perdida.
Para acompanhar esta evolução de Brianna, surge Grayson, um escritor cujo passado é crivado de infelicidade e solidão. Enclausurado em si próprio, aos poucos abrirá o seu coração gelado para acolher a uma nova hipótese para ser feliz. Depois da relação tempestuosa retratada no volume anterior, temos aqui um romance ternurento, agradável e doce, com um desenvolvimento gradual e pontuado por momentos de amor fortes e realistas.
Sem dúvida o meu volume preferido desta saga, este livro fortaleceu o meu desejo de um dia observar com os meus próprios olhos as verdes colinas e vales da Irlanda, conviver num pub fumarento ao som de música tradicional e ouvir estórias, mitos e lendas onde reina a magia.
01:30 Publicada por Unknown 21

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

"Herança de Fogo" de Nora Roberts [Opinião Literária]

Título: Herança de Fogo
Autora: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência [Chá das Cinco]
Coleção: Trilogia da Herança (nº1)

Sinopse:
No centro desta obra apaixonante encontramos as irmãs Concannon, mulheres do nosso tempo, que vivem na mágica Irlanda, terra de colinas suaves e lendas antigas. Herança de Fogo é a história de Maggie Concannon. Talentosa e rebelde, Maggie é uma artista que trabalha o vidro. As suas obras de arte são mais do que apenas objectos belos, são reflexos da sua verdadeira natureza. Até que um dia, Rogan Sweeney, dono de uma das galerias mais sofisticadas de Dublin, descobre o seu trabalho. Se por um lado Rogan é um profissional e quer fazer dela uma artista conhecida e bem sucedida, por outro o seu coração atraiçoa-o pois está completamente apaixonado por aquela mulher rebelde e explosiva. Apesar de Maggie sentir o mesmo, uma relação entre ambos nunca poderá ser fácil… ou não houvesse um passado negro a assombrar o futuro.

Opinião:
A combinação perfeita entre um romance apaixonante, um esplêndido drama familiar e paisagens encantadoras. Nos vales verdes e vastos da Irlanda, o leitor é arrebatado para uma cultura deslumbrante onde reinam a História, os mitos, as lendas, a magia! Para quem almeja um dia percorrer o mundo, a Irlanda caracterizada neste livro é um destino imperdível!
A personagem principal, Maggie é uma mulher determinada, rebelde e explosiva, com um temperamento volátil que confesso que no início me deixou menos agradada. Contudo, é através da arte vidreira – a sua vocação – que descobrimos o seu lado mais frágil, capaz de produzir obras tão delicadas. A arte de soprar vidro parece bastante complexa e exigente e adorei as explicações acerca da técnica incorporadas no livro. É por este lado artístico que descobrimos o lado mais doce de Maggie, apenas reservado para quem se mostra merecedor.
A razão para esta sua vida resguardada dos outros recai na sua família: uma família que a reconforta e dilacera ao mesmo tempo. Enquanto deposita todo o seu amor no seu pai e na irmã Brianna, Maggie sofre com a rejeição da sua mãe. Maeve é uma mulher empedernida e cruel, presa num casamento que lhe frustrou as ambições e lhe quebrou os sonhos, e do qual Maggie é uma lembrança constante. Com esta personagem, a autora espelha concretamente o que acontece a quem se agarra aos ressentimentos durante toda a vida.
A componente romântica neste livro é bastante previsível, adquirindo encanto pela riqueza das personagens. Maggie, já teimosa e obstinada por si só, encontra em Rogan, um homem de negócios inflexível, um verdadeiro desafio. Para duas pessoas com feitios tão problemáticos, foi interessante observar como se descobriram um ao outro e aprenderam a complementar-se. Com momentos intensos e explosivos, assim como outros mais ternurentos e amorosos, acabamos por nos apaixonar pelo fogo que se ergue entre estas duas personagens!
Na minha opinião, esta é uma das melhores coleções escritas por Nora Roberts e mesmo em separado os três livros constituem romances belíssimos que compõem o meu top de favoritos neste género literário. Aconselho vivamente a quem se quiser estrear com a autora ou a qualquer fã acérrimo da mesma. Numa palavra: imperdível!
19:47 Publicada por Unknown 9